A porta foi arrombada com grande força.
Arthur Campos estava na porta e viu Alana na água, com Dante Valadão em pé na margem.
Ao ver Arthur, Dante também ficou bastante surpreso.
Mas sua expressão estava calma. De antes até agora, exceto pelo som da porta sendo arrombada, ele não se moveu.
Dante compreendeu:
— Sr. Campos, ainda não foi embora? — Se ele se importasse, como poderia estar tão calmo?
— Sim. — Arthur assentiu, trazendo as pessoas para dentro. Não olhou para Alana, mas observou calmamente Dante, que estava encharcado e com uma marca clara de tapa no rosto. — Tinha acabado de chegar à porta e fui convidado a vir.
Dante ia dizer algo, mas viu Arthur se virar e caminhar até a beira da piscina.
Ele falou:
— Sr. Campos, esta pessoa que você trouxe não tem a menor educação. Além de me dar um tapa, ainda me puxou para a água.
Alana, na água, não conseguia ver Arthur claramente, apenas ouvia a voz dele.
Sem ninguém para impedi-la, ela começou a nadar para cima.
Arthur não pediu para ninguém puxá-la. Ele a observou em silêncio nadar até a borda e, quando ela se preparava para subir, começou a tirar o casaco.
Enquanto observava ela sair da piscina, ele se agachou, cobriu‑a, que tremia, com o paletó, e passou a mão secando a água do rosto dela de uma só vez.
Aproveitando esse movimento, ele segurou o rosto dela e, querendo ela queira ou não, virouo de lado, revelando um inchaço avermelhado.
Em seguida, abaixou a cabeça dela em silêncio para olhar o topo.
A cabeça de Alana doía levemente, e ela sentia uma vaga vontade de vomitar.
Arthur soltou a mão.
Ela baixou os olhos, querendo ajustar rapidamente suas emoções para falar, e ouviu a voz indiferente de Arthur, perguntando sem nenhuma oscilação de emoção:
— Quem bateu? Aponte para mim.
Alana ergueu a cabeça e, desta vez, finalmente pôde vê-lo claramente.
Seus olhos estavam calmos, observando-a.

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