O automóvel fez a rota adentrando Baía Azul, parando frente a residência luxuosa e deslumbrante entre todas.
A passagem foi liberada pelos seus sensores.
Leonardo levantou, colocou-se nos arreadores, fitando o rosto de Vitória.
— Pode desembarcar.
Vitória apoiou-se na porta do carro para descer. Quando os seus pés tocaram o chão, suas pernas ainda estavam um pouco trêmulas.
Ela olhou para a mansão à sua frente, o nível de luxo superava a sua imaginação; como esperado da casa do homem mais rico da capital!
Uma mulher de meia-idade saiu da mansão, com roupas elegantes e um rosto gentil.
— Senhor.
— Hum. — Leonardo levantou o queixo na direção de Vitória. — Esta é a Srta. Santana, ela ficará hospedada aqui por um tempo. Faça os preparativos necessários.
A mulher hesitou por um momento, mas logo voltou ao normal: — Sim, senhor.
Vitória assentiu educadamente para ela: — Desculpe o incômodo.
— A Srta. Santana é muito gentil, pode me chamar de Dona Zilda. — A governanta sorriu e disse: — Por aqui, por favor.
Vitória seguiu Dona Zilda para o interior da casa, deu alguns passos e parou repentinamente.
Ela virou-se.
— Sr. Lacerda, esta noite... muito obrigada.
Leonardo não disse nada, apenas assentiu levemente com a cabeça.
Vitória virou as costas e subiu as escadas.
A vozinha infantil soou novamente, desta vez carregada de sono:
— Mamãe, estou tão cansado... falei tantas coisas hoje...
— Boa noite, mamãe. Boa noite, papai.
— Até amanhã.
Os passos de Vitória estancaram por um momento.
Ela colocou a mão sobre o ventre e sussurrou em seu coração: Boa noite, meu bebê.
Atrás dela, Leonardo continuou ali parado, observando a porta se fechar nas costas dela.
A cena daquela noite, três meses atrás, de repente surgiu em sua mente:
No escuro, a mulher em seus braços estava macia como água, seus braços envolvendo o pescoço dele e seus lábios roçando contra o seu pomo de adão.
Ela chorou, a voz suave e rouca, dizendo que estava doendo.
Ele parou por um segundo.
A manhã sucedeu reluzindo intensidades escaldantes a acordar Vitória.
Reativou a vigilância no olhar a recintos que desconhecia de cor e esvaziou a consciência mental no imediato sobressalto do inabitual daquela estranha alvorada.
Um mar desenfreado dos causos vividos resgataram ao encéfalo numa fúria d'água.
O desastre atado as bodas matrimoniais noivos a mercenários. Ele próprio. O poderoso Sr. Lacerda em sua iminência assombrosa sobre tudo a ela.
Acrescido disso, do fardo gerado em encubação no decorrente instante.
Involuntária as suas reflexões repousou as palmas afáveis a zona abdominal inferior totalmente nula aos sinais e alterações na fisionomia original sob qualquer ponto de palpar minucioso a que adveio de constatação em exploração sensível na sua gestação recente que levava em segredo total a tão misterioso desvendar.
Porém, sabia que havia uma pequena vida ali, crescendo em silêncio.
E, para piorar, uma pequena falante incansável.
Pensando nisso, ela não pôde evitar e curvou levemente os cantos da boca.
— Mamãe, você acordou?
A vozinha infantil soou pontualmente, carregada do contentamento de quem havia dormido bem: — Bom dia, bom dia! A mamãe está de tão bom humor hoje!
Vitória respondeu em seu coração: Hum, bom dia.
— Mamãe, deixa eu te contar, ontem à noite eu observei o papai secretamente! — A vozinha soou cheia de mistério. — Ele ficou o tempo todo no escritório falando no telefone, parecia estar investigando alguma coisa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Bebê Escolheu um Novo Pai!