Franciele saiu do consultório, pegou os medicamentos prescritos e deixou o hospital às pressas.
Ao se lembrar da cena no consultório, com um médico ordenando que se despisse para examiná-la...-
O calor invadiu seu rosto, deixando suas orelhas fervendo de vergonha.
Se aquilo vazasse, ela nunca mais teria coragem de olhar na cara de ninguém.
Da próxima vez, procuraria uma médica a todo custo. Jamais permitiria que um homem estranho examinasse suas partes íntimas de novo.
Nesse exato momento, um Bentley preto parou suavemente à sua frente.
Franciele achou que fosse o carro de aplicativo que havia chamado e olhou pela janela.
Deparou-se com um rosto masculino de traços marcantes e incrivelmente atraente.
Um perfil impecável, como se tivesse sido esculpido sob medida!
Quando os olhos de Franciele se encontraram com os dele por um breve instante, achou-o vagamente familiar.
Aquele olhar...
Parecia o olhar do médico que acabara de atendê-la no consultório.
Franciele prendeu a respiração.
E imediatamente ficou vermelha de vergonha.
Como podia ser tanto azar encontrá-lo ali, bem na saída do hospital?
Nelson disse:
— Entre, eu dou uma carona!
Franciele balançou a cabeça freneticamente:
— Não precisa, muito obrigada.
Eles não tinham intimidade nenhuma, como ela teria coragem de entrar no carro dele?
Sem contar que, instantes atrás, ele havia realizado um exame extremamente íntimo na maca do consultório...
Ele era a última pessoa no mundo que ela queria ver agora!
Sua única vontade era fugir para o mais longe possível.
O ideal seria que, se voltassem a se cruzar, fingissem que não se conheciam.
Os olhos de Nelson escureceram levemente, e ele ergueu uma das sobrancelhas.
Uma aura intimidadora e difícil de ignorar emanou dele.
Era a primeira vez que uma mulher o rejeitava!
— De verdade, não é necessário. Meu marido já está vindo me buscar!
Franciele notou o descontentamento do homem, mas, constrangida, gesticulou em recusa mais uma vez.
E fez questão de dar ênfase na palavra "marido".
A mensagem estava clara: ela era uma mulher casada!
Com tudo pronto, ela percebeu o quanto estava nervosa.
Era a primeira vez em muito tempo que tentava "seduzir" o marido com segundas intenções.
Seu coração batia tão forte que parecia prestes a pular pela boca.
Franciele serviu-se de uma taça de vinho para tentar acalmar os nervos.
...
Às oito horas da noite, Givaldo chegou de viagem.
— Clique! —
A luz iluminou de repente o quarto até então imerso na escuridão.
Franciele, que fingia dormir na cama, deu um sobressalto.
Ela abriu os olhos e mirou instintivamente a figura alta e esbelta parada perto da porta, vestida em um terno escuro.
— Amor, você chegou?
Imediatamente, atirou as cobertas para o lado e correu em direção a ele com um sorriso radiante.
Givaldo estreitou os olhos.
Percebeu que ela vestia uma camisola vermelho-vinho com um decote profundo, que realçava a brancura impecável de sua pele e deixava suas curvas tentadoras em plena evidência.
Combinada com o seu rosto de inocência arrebatadora, ela parecia uma verdadeira deusa da sedução.

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