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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 4

Conforme ela se aproximava, uma fragrância inebriante preencheu o ar.

A fragrância despertou nele os instintos mais primitivos.-

Sem dúvida, a mulher à sua frente era atraente, envolvente e extremamente provocante.

Ela reunia ao mesmo tempo inocência e provocação.

Mas, definitivamente, ela não fazia o seu tipo!

O brilho do desejo apagou-se lentamente de seus olhos escuros, substituído por uma frieza distante.

Givaldo a empurrou instintivamente.

— Estou cansado!

Aquelas duas palavras esfriaram quase todo o entusiasmo de Franciele.

Mas ela não estava disposta a desistir tão fácil.

O seu corpo não podia mais esperar; ela necessitava desesperadamente desse contato físico para se equilibrar.

Além disso, havia se arrumado com todo o cuidado e preparado aquele ambiente especialmente para ele.

Não podia simplesmente jogar a toalha agora.

— Amor, que tal eu fazer uma massagem relaxante em você?

Sugeriu com doçura, segurando o braço dele.

— Não precisa!

Givaldo se afastou com repulsa, como se o toque dela o incomodasse profundamente.

Em seguida, caminhou a passos largos para o banheiro.

Quando ele passou por Franciele, ela sentiu nitidamente o cheiro de um perfume feminino.

Uma fragrância suave e sofisticada.

Definitivamente diferente daquele que ela costumava usar.

Franciele paralisou.

Um lampejo de suspeita cruzou seus olhos.

Seria possível que Givaldo estivesse vendo outra mulher?

Mas logo repensou: ele frequentemente participava de jantares e eventos de negócios.

O fato de chegar com cheiro de perfume uma vez ou outra não provava nada.

E, com o pavor que Givaldo tinha de germes, se ele mal queria tocar na própria esposa, menos ainda se envolveria com outra mulher.

Franciele tentou se confortar com essa lógica.

Foi até a garrafa, serviu uma taça de vinho para Givaldo e decidiu seguir com o plano de embriagá-lo primeiro.

Meia hora depois, ele saiu do banheiro.

Vestia apenas um roupão branco desamarrado, deixando seus músculos firmes e o peitoral à mostra.

Ela sabia que Givaldo tinha o hábito de tomar uma taça de vinho antes de dormir.

Mas esta noite, após o convite, ele permaneceu em silêncio por um bom tempo.

Franciele começou a se sentir insegura.

Será que ele havia descoberto as suas intenções?

— Amor...

Ela não desistiu e se aproximou ainda mais, com a voz manhosa.

Antes que pudesse insistir para que bebesse, Givaldo virou-se bruscamente e a encarou com um olhar carregado de significado.

— Tão tarde, e você ainda não foi deitar?

Os olhos de Franciele brilharam de alegria.

Ela interpretou que ele também queria "deitar" com ela.

Sem pensar duas vezes, colocou a taça de volta no criado-mudo.

— Claro, já estou indo pra cama!

Animada, preparou-se para subir na cama, mas, antes mesmo de encostar a mão nele...

Givaldo agarrou seu pulso com força, ergueu uma sobrancelha e debochou:

— Você não achou que eu ia tocar em você esta noite, achou?

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