Conforme ela se aproximava, uma fragrância inebriante preencheu o ar.
A fragrância despertou nele os instintos mais primitivos.-
Sem dúvida, a mulher à sua frente era atraente, envolvente e extremamente provocante.
Ela reunia ao mesmo tempo inocência e provocação.
Mas, definitivamente, ela não fazia o seu tipo!
O brilho do desejo apagou-se lentamente de seus olhos escuros, substituído por uma frieza distante.
Givaldo a empurrou instintivamente.
— Estou cansado!
Aquelas duas palavras esfriaram quase todo o entusiasmo de Franciele.
Mas ela não estava disposta a desistir tão fácil.
O seu corpo não podia mais esperar; ela necessitava desesperadamente desse contato físico para se equilibrar.
Além disso, havia se arrumado com todo o cuidado e preparado aquele ambiente especialmente para ele.
Não podia simplesmente jogar a toalha agora.
— Amor, que tal eu fazer uma massagem relaxante em você?
Sugeriu com doçura, segurando o braço dele.
— Não precisa!
Givaldo se afastou com repulsa, como se o toque dela o incomodasse profundamente.
Em seguida, caminhou a passos largos para o banheiro.
Quando ele passou por Franciele, ela sentiu nitidamente o cheiro de um perfume feminino.
Uma fragrância suave e sofisticada.
Definitivamente diferente daquele que ela costumava usar.
Franciele paralisou.
Um lampejo de suspeita cruzou seus olhos.
Seria possível que Givaldo estivesse vendo outra mulher?
Mas logo repensou: ele frequentemente participava de jantares e eventos de negócios.
O fato de chegar com cheiro de perfume uma vez ou outra não provava nada.
E, com o pavor que Givaldo tinha de germes, se ele mal queria tocar na própria esposa, menos ainda se envolveria com outra mulher.
Franciele tentou se confortar com essa lógica.
Foi até a garrafa, serviu uma taça de vinho para Givaldo e decidiu seguir com o plano de embriagá-lo primeiro.
Meia hora depois, ele saiu do banheiro.
Vestia apenas um roupão branco desamarrado, deixando seus músculos firmes e o peitoral à mostra.
Ela sabia que Givaldo tinha o hábito de tomar uma taça de vinho antes de dormir.
Mas esta noite, após o convite, ele permaneceu em silêncio por um bom tempo.
Franciele começou a se sentir insegura.
Será que ele havia descoberto as suas intenções?
— Amor...
Ela não desistiu e se aproximou ainda mais, com a voz manhosa.
Antes que pudesse insistir para que bebesse, Givaldo virou-se bruscamente e a encarou com um olhar carregado de significado.
— Tão tarde, e você ainda não foi deitar?
Os olhos de Franciele brilharam de alegria.
Ela interpretou que ele também queria "deitar" com ela.
Sem pensar duas vezes, colocou a taça de volta no criado-mudo.
— Claro, já estou indo pra cama!
Animada, preparou-se para subir na cama, mas, antes mesmo de encostar a mão nele...
Givaldo agarrou seu pulso com força, ergueu uma sobrancelha e debochou:
— Você não achou que eu ia tocar em você esta noite, achou?

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