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Meu Marido é o Pai do Meu Ex romance Capítulo 7

Capítulo 7: Eu te disse garota…

Katherine

Ele me beijava com uma ferocidade avassaladora, que me deixava completamente sem ar, roubando qualquer resquício de dúvida que ainda tentasse se instalar na minha mente. Num único movimento preciso, ele me pegou no colo de volta e caminhou até a cama.

O colchão macio me acolheu enquanto ele deitava por cima de mim, o peso do seu corpo quente agindo como uma âncora deliciosa.

Os dedos dele, ágeis e determinados, começaram a tirar as minhas roupas. Primeiro, ele removeu o meu terninho, o jogando no chão. Em seguida, as mãos dele desceram para o botão da minha calça de alfaiataria.

O pânico irracional e a insegurança acumulada por anos gritaram dentro de mim. Segurei os pulsos dele, parando o seu movimento. Olhei para o teto, sentindo meu estômago contrair de nervosismo.

— Será que... podemos apagar a luz? — perguntei, a voz saindo esganiçada, trêmula. Mordi o lábio inferior antes de propor, com um constrangimento palpável — Ou... eu posso te vendar. Tem homens que gostam disso, certo?

O estranho parou. Ele subiu o corpo devagar, deitando-se sobre mim e apoiando as mãos uma de cada lado do meu rosto. Os polegares dele acariciaram as minhas bochechas com uma suavidade que contrastava com a sua imensidão.

Ele me olhou tão profundamente que senti minhas defesas derreterem.

— E posso saber por que eu faria isso, menina? — a voz grave dele sussurrou, as íris cinzentas brilhando de curiosidade.

Engoli em seco, sentindo a queimação da vergonha subir pelo meu pescoço. Desviei os olhos, incapaz de sustentar aquela intensidade.

— Meu noivo e eu... nós sempre... — Minha voz falhou, e uma pontada de humilhação apertou meu peito. Virei o rosto para o lado. — Minha madrasta e a Ester sempre disseram que o meu corpo não é agradável aos olhos. Que eu sou cheia demais, fora dos padrões. E o Adam...

Ele parou de me acariciar. A menção ao nome pareceu causar uma sutil mudança em sua postura.

— Adam? — ele repetiu o nome, soando estranhamente confuso por um segundo, antes de sua expressão voltar a se enrijecer.

— Sim, meu noivo — assenti, sentindo uma lágrima solitária escorrer pela têmpora. — Ele nunca se importou se faríamos de luzes acesas ou apagadas. Sempre foi rápido... e sempre foi muito mais sobre ele do que sobre mim.

Falei tão baixo que o som quase se perdeu no silêncio do quarto.

O estranho não respondeu de imediato. Ele se levantou com cuidado, sentando-se sobre os calcanhares, mas sem desviar os olhos dos meus por um único segundo. Sem pressa, ele segurou a barra da minha calça e a puxou, deslizando o tecido pelas minhas pernas até jogá-lo de lado.

— Eu te disse, garota... — ele começou, a voz carregada de uma promessa sombria e deliciosa. — Eu vou te provar o quão babaca o seu noivo é. E o quanto ele está completamente errado sobre você.

Ele esticou os braços e, com uma delicadeza desconcertante, retirou a minha blusa, me deixando apenas de lingerie sob a iluminação suave do quarto. O olhar dele desceu pelo meu corpo com uma lentidão torturante. Era tão intenso, tão faminto, que parecia queimar a minha pele por onde passava.

Por puro instinto de proteção, cruzei os braços sobre o peito, tentando me cobrir.

Ele soltou um suspiro baixo e segurou meus pulsos com firmeza, mas sem me machucar, afastando meus braços com cuidado e prendendo-os ao lado do meu corpo, me deixando totalmente exposta aos seus olhos.

— Você é perfeita — ele murmurou, a voz rouca, os olhos cinzas brilhando de pura admiração enquanto mapeavam minhas curvas, meus quadris, o contorno dos meus seios fartos sob o sutiã de renda. — Se o seu noivo nunca foi capaz de enxergar isso...

Ele deitou-se sobre mim novamente, o peito nu e quente colado ao meu, e sussurrou contra os meus lábios.

— O azar é todo dele.

Ele me beijou. Mas não foi o beijo desesperado de antes; foi um beijo de posse, lento e profundo, que fez meu corpo inteiro amolecer sob o dele.

E então, o estranho começou a me venerar.

Ele desceu a boca pelo meu queixo, beijando a linha do meu pescoço, a minha clavícula, traçando caminhos de fogo pela minha pele. A cada toque, a cada carícia, ele sussurrava palavras baixas, garantindo que eu era linda, que não precisava me esconder, que meu corpo era uma obra de arte.

Meu corpo inteiro convulsionou em um espasmo violento e delicioso. Minhas costas arquearam, o ar sumiu dos meus pulmões e um grito agudo de puro prazer rasgou a garganta.

Mesmo em meio aos meus tremores e contrações, ele nunca afastou a boca de mim, bebendo do meu prazer até que o último espasmo começasse a sumir.

Quando ele finalmente subiu o corpo, uma risada involuntária, nervosa e incrédula escapou dos meus lábios. Tomada por uma onda repentina de vergonha pela intensidade do que acabou de acontecer, cobri o rosto com as duas mãos.

Senti os lábios dele subindo pelo meu corpo, beijando meu abdômen, minhas costelas, até alcançar meus pulsos. Com suavidade, ele afastou minhas mãos do meu rosto, me forçando a olhá-lo.

Ele me beijou profundamente, compartilhando comigo o meu próprio gosto, em uma intimidade tão crua que me deixou sem defesas. Quando o beijo terminou, eu estava completamente ofegante, maravilhada com o que tinha acabado de viver.

Olhei para ele, um sorriso bobo e desarmado surgindo nos meus lábios.

— Isso foi... Meu Deus, foi... eu nunca tinha... minha nossa — gaguejei, sentindo minhas bochechas esquentarem de vergonha.

Ele soltou uma risada baixa, um som rouco e incrivelmente sexy que vibrou contra o meu peito, e me deu um selinho demorado antes de voltar a me encarar com aqueles olhos cinzas tempestuosos.

— Então… — ele murmurou.

Lentamente, ele começou a descer a mão pelo meu corpo mais uma vez, desenhando caminhos imaginários na minha pele que me faziam arrepiar instantaneamente. Sem qualquer aviso, ele deslizou um dedo para dentro da minha intimidade, ainda extremamente sensível e úmida.

Soltei um grito agudo, meu quadril subindo num sobressalto automático.

O estranho inclinou o rosto, levando os lábios carnudos diretamente ao meu ouvido, e sussurrou com uma promessa que fez meu sangue ferver.

— Se prepara, minha menina... porque estamos só começando.

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