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Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei romance Capítulo 158

PERSPECTIVA DA SERAPHINA

Finalmente, graças aos céus, a coletiva de imprensa chegou ao fim.

Fomos conduzidos para a área de espera da família, onde risos e lágrimas se misturavam em uma sinfonia de alegria.

O espaço em si já era mais tranquilo do que o esplendor afiado do salão. A luz quente formava círculos dourados no chão polido, sofás aconchegantes rodeavam o ambiente e arranjos perfumados de lírios e rosas de inverno decoravam as paredes.

O ar zumbia com alívio e triunfo, perfumado com o sal do suor e das lágrimas e a doçura das flores.

Os pais do Finn quase o atropelaram no momento em que atravessamos a porta. O pai dele, um homem alto com o mesmo porte esguio e ombros largos do filho, deu-lhe um tapa nas costas com tanta força que achei que o Finn poderia quebrar uma costela.

"Esse é meu garoto!" ele exclamou, a sua voz ecoando pela sala.

A mãe o repreendeu e disse, entre as lágrimas: "Não tão forte, Harold, ele já tá machucado!"

Mas os braços dela envolveram Finn com uma força esmagadora mesmo assim, a sua cabeça mal alcançando o queixo dele.

Talia desabou nos braços de um jovem que estava esperando bem à frente. Ele era alto e forte e tinha cabelos loiros, selvagens e bagunçados.

Ele a segurou como se estivesse esperando por esse momento o dia inteiro e a abraçou como se nunca fosse soltá-la.

Ela chorava abertamente, um tipo de choro profundo e desinibido, sem vergonha, enquanto ele sussurrava nos seus cabelos. Pesquei a frase: "Eu sabia que você conseguiria, querida, eu sabia" e o meu peito se apertou.

A família barulhenta da Judy a envolveu em segundos.

A mãe dela pressionou um beijo trêmulo na sua testa, com o orgulho estampado firmemente no seu rosto. "Minha bebê." A voz dela vacilou ao segurar o rosto da filha e os seus olhos percorreram o rosto e o corpo da Judy, como se memorizassem cada cicatriz e hematoma conquistados nas provas. "Tô tão orgulhosa que acho que vou explodir."

O momento de ternura foi interrompido quando as irmãs da Judy e multidão de sobrinhas e sobrinhos quase a derrubaram no chão.

Até mesmo a Roxy, que eu imaginei que tivesse crescido sozinha em uma caverna, estava rodeada por uma multidão de irmãos. Eram quatro, todos com o mesmo cabelo preto como carvão e olhos penetrantes.

Eles a levantaram do chão, comemorando tão alto que eu tinha certeza de que metade da Costa Oeste tinha ouvido.

"Roxanne! Sua fera! Você conseguiu!", gritou um deles, a rodopiando em um círculo vertiginoso.

Ela soltou um grito e tentou afastá-los, mas a risada que escapou da sua voz fraca era de pura emoção.

Fiquei de lado, observando todos eles, e uma sensação dolorosa apertou o meu peito.

Era assim que a vitória deveria ser. Família. Abraços. Rostos irradiando orgulho e alegria.

E eu? E eu não tinha nada disso.

Meus pais não estavam aqui. E a Celeste... (não que eu a considerasse família, pra começo de conversa).

Bom, só os deuses sabiam o que ela estava fazendo, provavelmente tramando como transformar a sua derrota em alguma forma distorcida de martírio.

Eu tinha o Lucian, sim. A Maya também. O Ethan... talvez.

Mas nenhum deles estava à vista. Eu nem sabia se o embargo de contato tinha sido encerado ou não.

E, neste momento, cercada pelo caos caloroso da reunião, senti a ausência da minha própria família mais intensamente do que nunca.

"Seraphina Blackthorne, você é uma lenda e tanto!"

Soltei um suspiro de surpresa enquanto girava e fui imediatamente levantada do chão.

"Maya!" Meu riso brotou de mim enquanto a sala girava ao meu redor, com os braços da Maya apertados na minha cintura.

Cambaleei um pouco quando ela me colocou de volta no chão. "Oi," eu ri.

"Oi?" Ela jogou a cabeça para trás e a sua risada foi como uma garrafa de champanhe se abrindo dentro do meu peito.

Os cachos dela estavam soltos e selvagens ao redor do rosto, e ela vestia algo que parecia ser um uniforme de treinamento cerimonial: uma jaqueta de couro polida com o emblema da SDS, uma saia preta justa e botas de combate.

Ver ela era como... uma onda de adrenalina. Como o primeiro trago de um viciado depois de muito tempo sem usar.

"Eu senti tanto a sua falta!" Minha voz estava embargada e as palavras saíram engasgadas.

Ela sorria tanto que eu me perguntava se doía. "Eu não senti a sua falta nem por um segundo!" ela declarou. "Eu fiquei de olho em cada movimento seu como um gavião. Cara, Sera! Você arrasou!"

Eu a puxei para perto de mim, envolvendo-a em um abraço que era ao mesmo tempo feroz e vulnerável. "E tudo graças a você," murmurei contra a jaqueta dela, inalando o seu cheiro familiar. "Eu nunca teria conseguido sem o seu treinamento."

Os braços dela me apertaram com força suficiente para agravar os meus hematomas, mas eu não me importei.

"Nem pense em me dar um pingo de crédito," ela disse, a voz carregada de emoção. "Foi tudo você, sua guerreira incrível."

Quando nos afastamos, eu tive que enxugar as lágrimas que corriam pelo meu rosto.

"Ei, eu quero acreditar que ajudamos pelo menos um pouquinho."

Maya virou a cabeça e os seus olhos se estreitaram, apesar dos seus lábios tremerem em um quase sorriso.

"Roxanne." Algo como desafio e... respeito brilhava nos seus olhos. "Quando as provas começaram, eu desejei abrir você com a minha faca favorita, mas, agora, acho que até posso querer te abraçar."

Roxy sorriu, sem um traço de sarcasmo ou cinismo. Na verdade, ela parecia um pouco... encantada, como se estivesse diante da sua celebridade favorita.

Antes que a Maya pudesse cumprir a sua promessa (ou ameaça) de abraçar a Roxy, os irmãos dela, barulhentos e ainda meio bêbados de alegria, se aproximaram de nós como uma alcateia de lobos encurralando a presa.

"Então você é a tal," disse o mais alto, cruzando os braços. Seu sorriso exibia todos os dentes, mas os seus olhos estavam calorosos ao me examinar. "A que domou a nossa irmã endiabrada."

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