Minha Luna Destinada romance Capítulo 2

"O que tá acontecendo comigo?" Entrei em pânico, cambaleando sobre os joelhos trêmulos. Meu corpo enrijeceu e fiz uma careta, ao sentir o gosto amargo que se espalhou pela minha língua: "O que é isso?" Engoli em seco, com a garganta apertada.

Minha boca se abriu quando a dor se intensificou. Eu agarrei a porta quando meu corpo balançou enquanto eu saía do meu quarto, uma força invisível incitando-me a sair dali. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas meus instintos dispararam e algo dentro de mim uivou e gritou em agonia.

Minhas pernas me conduziram escada abaixo e para fora da casa da alcateia, enquanto uma picada afiada e implacável rasgou minhas entranhas. Como se impulsionada por uma força externa, virei à esquerda e caminhei em direção aos fundos.

Parei de repente, ao testemunhar a cena que se desenrolava diante dos meus olhos.

"Ah," Bella gemeu: "Mais rápido, ahh, sim! Assim!" Ela levantou a saia e meu companheiro a segurou pela cintura, com a calça na altura dos tornozelos.

Eu balancei minha cabeça lentamente, minha respiração presa, em descrença. Mesmo que ele me odiasse – que detestasse o ar que eu respirava, isso não era demais? Era sujo e nojento de assistir e isso me fez engolir em seco. Caminhei de costas, tornada cativa da cena cruel da qual queria escapar, mas um galho estalou sob meus pés e Noah levantou a cabeça.

O suor escorria de sua testa, e bufava com os lábios entreabertos, em um movimento de vai-e-vem ao pen*trar Bella, que delirava, e por isso nem notou minha presença, mas ele sim. Aqueles olhos cheios de luxúria brilharam e seus lábios entreabertos formaram um sorriso; foi então, que eu percebi.

Ele havia feito aquilo de propósito. A exibição selvagem e repugnante era para meu benefício. Foi ali para ter relações sexuais, esperando que eu os encontrasse e quando olhou fixamente para mim, o medo percorreu a minha espinha, por conta do ódio que vi refletido nele.

Naquele momento, era como se minhas pernas tivessem congelado, sem se mover, me forçando a assistir enquanto ele pen*trava outra mulher. Havia feito aquilo para me machucar, retorcer minhas entranhas e esmagar meu coração. Eu morria por dentro, me contorcia de dor internamente, enquanto meu companheiro profanava nosso vínculo. Aquele homem – aquele homem cruel, era meu companheiro, que a deusa havia predestinado para mim.

Apesar da faca torcendo minhas entranhas e rasgando meu coração, eu me sentia entorpecida. Fiquei imóvel, minha visão embaçada perante o que estava diante de mim e meus pulmões se comprimindo, dificultando a respiração.

"Ah, Noah... eu vou..." A garota gemeu algumas palavras, que meus ouvidos que zumbiam não conseguiam mais ouvir.

Eu não conseguia mais vê-los, ouvi-los e nem me mover. Meu corpo estava travado na mesma posição, com tristeza e desgosto se revezando e perfurando meu coração.

"O que foi?" Através da minha visão embaçada, vi a menor das duas figuras diante de mim saltar: "O que essa depravada tá olhando?" Eu ouvi Bella gritar: "Vai embora!" Senti algo atingir minha pele, ela havia jogado areia em mim, mas eu não me mexi.

Mesmo querendo correr, não consegui. Apesar de orar fervorosamente a fim de parar de respirar ali mesmo e alcançar o fim de minha existência, foi em vão, pois nada aconteceu. Estava simplesmente imóvel diante daqueles que causavam minha dor.

"Ei, tô falando com você!" As facas perfurando meu coração pararam, deixando para trás pedaços do meu coração partido: "Tá me ignorando?" Assim que minha visão clareou, ela ficou branca e vi estrelas. Bella puxou meu cabelo para trás enquanto gritava: "Você tá ignorando a futura Luna?" Ela gritou, pisando no meu pé.

"Bella." Noah falou com um frio na voz: "Deixa a gente a sós." Seu tom soou com finalidade e o aperto no meu cabelo afrouxou.

"O, o quê? O que você quer fazer com ela?" Ela exigiu. "Não me diga..." Ela começou com uma voz trêmula.

"Quem é você pra me questionar?" A raiva vibrou em seu tom tranquilo. "Cai fora," ele rosnou para ela, que se afastou, me deixando com o predador e meus pés ainda enraizados no chão, enquanto ele avançava.

"Você fica ainda mais feia quando chora," sussurrou ele na minha cara, seu dedo enrolando uma mecha do meu cabelo.

Noah Howard...

"O que tá dizendo?" Eu gritei: "Sei que você não me quer e que não posso ficar ao seu lado. É um fato, e sim, já aceitei. Então por que a raiva? Queria que eu implorasse? Se sentiria melhor se me visse com a cara no chão, agarrando seus tornozelos, e implorando pra não me rejeitar? Mudaria alguma coisa, se me visse miserável!?" Eu gritei, continuando a me afastar.

"Sim", ele brincou: "Você deveria ter implorado, caído de cara no chão e me implorado pra estar com uma p*lha de l*xo inútil como você, então eu não estaria sentindo isso!" Ele gritou, batendo no peito: "Uma garota como você não pode ser minha companheira. Você estragou tudo!"

"O que eu fiz?" Perguntei, meu ímpeto se esvaía e minha dor me sufocava, não conseguia mais gritar e malmente falar: "Isso é obra da deusa, não minha." Os céus bem sabiam que, em primeiro lugar, nunca teria escolhido um companheiro como ele.

O homem nasceu arrogante, seu rosto bonito e status o cegaram desde cedo, então não sabia como valorizar os outros e achava que todos existiam com o único propósito de servi-lo. Não importava que fosse o sucessor de uma pequena alcateia, o que o tornava apenas um mero filhote no meio de outros alfas. Mesmo assim, Noah Howard agia como um deus em Red Lake, onde era ironicamente o único lugar em que as pessoas o tratavam com reverência.

"Se você não existisse, eu não teria a infelicidade de ser seu companheiro," ele rosnou.

Sim, a culpa era minha por existir, por ter nascido. Se eu não existisse, ele não estaria pareado comigo. Talvez a deusa tivesse lhe dado Bella então, o par perfeito para um homem como ele, mas eu tinha que existir.

'Por que ainda tá viva, Carrot?', perguntei a mim mesma: 'Todo mundo quer que você vá embora, então pra que você existe?'

"Se você não vai me rejeitar", comecei a falar, com o coração pesado: "então eu vou te rejeitar", e respirando fundo, continuei: "Eu, Carrot, da alcateia de Red Lake, rejeito você, Noah Howard, como meu companheiro." Curvei-me enquanto a cortante dor em meu coração se prolongava, e lágrimas turvavam minha visão pela enésima vez naquela noite. Entretanto, em resposta, apenas ouvi uma risada.

"Eu recuso sua rejeição." Ele era o alfa, o mais poderoso de nós dois. Era injusto, mas sem a permissão dele, nosso vínculo de companheiros não poderia ser quebrado: "Antes de te deixar ir, vou ter que te ferir completamente." Seus olhos brilhavam de ódio: "Talvez então eu veja o que há dentro de você, que te dá a audácia de erguer a cabeça na minha presença." Ele cuspiu na minha cara.

No início da madrugada da manhã seguinte, uma mensagem veio do Alfa e Luna de Red Lake.

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