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Minha Senhorita Coelhinha romance Capítulo 3

Ao raiar do dia seguinte, acordei com o estridente toque do despertador, e, ainda sonolenta, estendi o braço para desligá-lo.

Graças a Hayden, não consegui dormir nem um pouco...

Ele encontrou um lugar até mesmo nos enredos dos meus sonhos.

Que beleza!

Sentei-me e bocejei, cansada, antes de ir ao banheiro.

Tomei um banho quente, penteei meus longos cabelos castanhos e os prendi em um rabo de cavalo, como sempre fazia.

Então, olhei para meu reflexo no espelho, apenas para notar pequenas olheiras sob meus olhos. Um suspiro escapou de meus lábios.

Embora não fosse meu hábito, decidi aplicar uma leve camada de maquiagem para ocultá-las.

Em seguida, retornei ao quarto, peguei meus óculos e meus livros, que estavam sobre a mesa, e desci as escadas.

***********************

Assim que cheguei à cozinha, ouvi pessoas conversando, e logo vi que mamãe e Ashley discutiam algo.

"Bom dia, mãe", cumprimentei-a, sentando-me à mesa.

Quando ela me viu, um sorriso iluminou seu rosto.

"Como foi sua noite, querida?"

Antes que eu pudesse responder, Ashley decidiu falar por mim.

"Pra que perguntar, mãe? Tenho certeza de que foi exatamente como você espera que uma noite de nerd seja..."

"Ei! Não seja assim, Ashley!", grunhiu minha mãe, lançando-lhe um olhar repreensivo e, logo depois, dirigindo-se a mim. "Deixe sua irmã pra lá e termine seu café de manhã antes que a Lyn venha te buscar, OK, querida?"

Marilyn, Clarissa e Jasper eram os únicos amigos meus que mamãe e papai conheciam. Afinal, eles eram os únicos que tinha...

Isso porque desde o início do ensino médio, quando Hayden começou sua tortura, ninguém nunca quis ser meu amigo, e muito menos namorar comigo, já que ele tinha espalhado um boato de que eu estava com herpes.

"Algum problema?" A voz da mamãe distraiu meus pensamentos.

"Hum... não, já vou comer."

Peguei um pedaço de pão, passei manteiga e dei uma grande mordida.

Ashley riu. "Precisa comer que nem uma porca?"

"Eu como do jeito que eu quiser", retruquei.

Mamãe apenas balançou a cabeça. Ela provavelmente já estava acostumada com nossas brigas.

"E essa maquigem aí?", inquiriu minha irmã, em um tom acusador.

'O que que tem? É só um corretivo', pensei comigo mesma. Porém, tudo o que fiz foi revirar os olhos.

"Passou pra agradar alguém?", continuou ela. Enfim, levantei minha cabeça para encontrar seu olhar.

"Tá falando do quê?", perguntei sem demonstrar emoção alguma.

"Você tem um namorado?"

Nesta hora, engasguei com o pão e comecei a tossir. Sofucando, aceitei de bom grado um copo d'água da mamãe e bebi tudo de uma só vez.

"Sabe que não seria uma má ideia, né? Você tem dezessete anos. Deveria sair com mais frequência e se divertir como as outras garotas da sua idade, e..."

Por sorte, neste momento, a buzina de um carro soou. Lyn havia chegado, me salvando de ter que ouvir um dos muitos sermões da mamãe.

"Tchau, mãe!", exclamei enquanto pegava minhas coisas e saí para encontrar minha amiga.

"Por que você parece tão nervosa?", indagou Lyn, me olhando.

"O mesmo de sempre. Papinho da minha irmã sobre namorados na frente da minha mãe...", expliquei.

Ao iniciarmos o trajeto até a escola, ela ligou o rádio.

"Esqueci de perguntar ontem, mas o que aconteceu entre você e o Hayden? Ele voltou a te intimidar?"

Olhando pela janela, recostei-me no assento e evitei responder.

"Uma hora ou outra, você vai ter que falar", acrescentou ela, fitando-me com seu típico olhar desapontado.

Eu queria que fosse fácil assim...

********

Como se não bastasse, meu dia começou com a primeira aula ao lado de Hayden, que parecia ter um talento especial para lançar bolinhas de papel em minha direção. Enquanto tentava ignorar seus ataques, fui surpreendida quando uma delas acertou minha cabeça e me virei para encarar seu sorriso travesso.

"Será que dá pra parar?", resmunguei.

"Você está prestando atenção, Graciela Evans?", questionou a Sra. Claire, nossa professora de história.

Que ótimo. Ela não viu Hayden jogando bolas e papel em mim a aula inteira, mas, quando eu falo alguma coisa...

Cada segundo parecia uma eternidade até que, finalmente, o sinal soou, marcando o início do tão esperado intervalo.

Guardei meus livros no armário e me preparei para ir ao refeitório, quando, de repente, fui puxada para uma sala de aula vazia. Eu estava prestes a gritar, quando ouvi a voz dele.

"Não se atreva."

Pisquei algumas vezes para permitir que meus olhos se ajustassem à escuridão, e, por fim, pude distinguir suas feições.

"O que você pensa que tá fazendo? Me deixa sair!" Tentei me livrar das mãos dele, mas fiquei somente na tentativa.

Com um gesto ousado, ele aproximou seu rosto do meu.

Capítulo 3 1

Capítulo 3 2

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