Esses últimos cinco anos foram um verdadeiro inferno na vida dela.
Luana saiu do apartamento alugado de Genebra e ligou para ela assim que entrou no carro.
— Genebra, já arrumei tudo em casa. Peguei suas roupas também, vou levar para você daqui a pouco.
A voz de Genebra estava fraca.
— Obrigada, Luana.
O nariz de Luana ardeu.
— Não precisa agradecer. Ah, o Gaspar veio te procurar agora há pouco. Eu o dispensei. Disse que você foi viajar.
Os pais de Luana moravam numa vila bem perto de Luzia do Mar.
Embora fossem pais adotivos, amavam muito Luana.
Não só economizaram para dar a entrada no apartamento dela em Solavento, como também disseram que viriam cuidar dos filhos dela no futuro.
Sob a insistência de Luana, Genebra foi para a casa dos pais dela para se recuperar.
A casa dos pais era um sobrado de dois andares.
Genebra ficava no andar de cima, onde não seria incomodada.
Além disso, a mãe adotiva de Luana tinha trabalhado como cuidadora de recém-nascidos quando jovem e tinha experiência.
Genebra não recusou.
Ela precisava recuperar o corpo agora, pois teria a cirurgia mais tarde.
Claro, outro motivo era que ela não queria ver Gaspar.
Embora não fosse certo, se Gaspar viesse procurá-la, só aumentaria sua depressão.
— Não ligue para ele. — Disse Genebra com indiferença, como se Gaspar fosse alguém sem importância.
— Certo, cuide-se bem. Estou indo levar as coisas para você. — Luana desligou o telefone.
Ela dirigiu o carro para fora do bairro.
Quando ia entrar na via expressa, olhou pelo retrovisor.
— Estranho, aquele carro atrás parece estar me seguindo o tempo todo.
Luana ficou desconfiada e mudou a direção para o estúdio de Noriel.
Inesperadamente, aquele carro realmente a seguiu.

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