Gaspar levou Genebra de volta para o Solavento.
Durante o trajeto, ele não disse uma palavra, mantendo o olhar fixo na janela.
Genebra fez o mesmo, olhando para o lado oposto. De costas um para o outro, pareciam um casal cujo casamento havia chegado ao fim.
O carro entrou no Mirante do Vale. Genebra abriu a porta e desceu, sem sequer olhar para Gaspar.
Ao entrar na suíte principal, ela trancou a porta imediatamente.
A suíte principal era a mais confortável, e Genebra agora decidira que ficaria onde se sentisse melhor.
Se Gaspar gostasse ou não, ela não se importava nem um pouco.
À noite, na hora do jantar, Genebra desceu.
A mesa estava posta. Ela pegou uma tigela e começou a comer, ignorando a todos.
Gaspar e Jaime conversavam sobre trabalho na sala de estar.
Ao vê-la descer, Gaspar fez um leve gesto com a mão.
— Por hoje é só. Pode ir.
Jaime levantou-se e saiu. Gaspar caminhou até Genebra, puxou uma cadeira e sentou-se, servindo comida para ela com os talheres de serviço.
Genebra manteve os olhos baixos, o rosto frio. Ela pegou a comida que ele havia servido e a jogou diretamente sobre a mesa.
A mão de Gaspar parou no ar. Ele olhou atônito para Genebra, que nem sequer lhe dirigiu o olhar.
Genebra comeu rapidamente e saiu. Ela não foi longe, apenas caminhou pelo jardim.
Ficar no mesmo espaço que Gaspar era sufocante.
Gaspar não a seguiu.
Genebra deu apenas alguns passos quando viu Jaime. Parecia que ele estava esperando por ela propositalmente.
— Senhora, quero pedir desculpas. — Jaime aproximou-se, sincero. — Eu entendi mal as intenções do Sr. Teixeira e chamei a polícia para prendê-la. Mas o Sr. Teixeira foi realmente ferido gravemente por você. Naquela noite, emitiram dois avisos de estado crítico...
— O que isso tem a ver comigo? — Genebra o interrompeu friamente.

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