Naquela noite, ele soube que Genebra chorou escondida por meia noite. No dia seguinte, seus olhos estavam inchados como pêssegos.
Desde então, sempre que Genebra ia à casa antiga, dedicava-se a agradar o avô, para deixar o velho feliz.
E funcionava. O avô e a avó passaram a gostar ainda mais de Genebra.
Consequentemente, passaram a tratá-lo melhor também.
Gaspar levantou as pálpebras lentamente para olhar Genebra. Ela estava sentada novamente ao lado do computador do técnico, mostrando apenas metade do perfil para ele.
Ele se sentiu atordoado. A pessoa era a mesma, mas tudo estava diferente.
— O resultado saiu! — gritou o técnico, empolgado.
Genebra correu para ver e, no segundo seguinte, uma figura alta se projetou atrás dela.
— É uma data recente! — Genebra chorou de alegria. — Isso significa que o Professor Saramago pode estar vivo!
A notícia era extremamente animadora.
Todos na sala se agitaram.
Depois de uma noite inteira de trabalho, finalmente havia um resultado.
E era um bom resultado.
Gaspar observou o sorriso no rosto de Genebra, com lágrimas ainda nos cantos dos olhos. A vivacidade dela fazia com que fosse impossível não querer olhar mais.
— A data é de ontem, o Sr. Saramago deve estar bem por enquanto — disse Gaspar. — Se a outra parte enviou a foto, é porque querem negociar com você.
Genebra parou, achando que o que Gaspar dizia fazia sentido,
— Tem como rastrear a pessoa?
Ela não queria ficar de braços cruzados. Quem sabe que tipo de exigência absurda fariam? Além disso, poderiam matar o refém depois de conseguir o que queriam.
Perder Jonas duas vezes faria Genebra se odiar para sempre.
Gaspar ergueu a mão e tocou o rosto dela, num gesto de conforto,
— Fique tranquila, eu vou trazer o Sr. Saramago de volta.
Ao ouvir uma resposta tão firme, o coração de Genebra, que estava suspenso, acalmou-se um pouco. Ela nem percebeu a mão dele em seu rosto.
Seu olhar tinha expectativa,

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