Eram os contatos do hospital nos Estados Unidos se comunicando com Gaspar.
Um brilho de empolgação surgiu em seus olhos.
Finalmente havia notícias sobre o doador compatível com Genebra.
Ele estava determinado a conseguir,
— Certo, partirei hoje à noite. Mantenham o doador por perto a todo custo.
— Sim, não se preocupe.
Os cantos dos lábios de Gaspar ergueram-se num sorriso involuntário.
O mau humor sombrio que o havia acompanhado durante todo o dia finalmente fora quebrado por uma boa notícia.
Assim que Gaspar encerrou a chamada, viu Genebra saindo trôpega do banheiro, com o rosto ainda salpicado de gotas de água.
Sua palidez parecia ainda mais acentuada do que antes.
Assemelhava-se a uma frágil boneca de porcelana, prestes a quebrar-se a qualquer instante.
O coração de Gaspar apertou, e ele avançou para ampará-la.
No exato momento em que tocou nas roupas dela, Genebra desviou-se bruscamente.
Aquela atitude era como se Gaspar carregasse uma praga contagiosa.
Ela tentava evitá-lo a todo custo.
Genebra o fuzilou com um olhar gélido,
— Não encoste em mim.
A mão de Gaspar permaneceu suspensa no ar. Ele percebia com clareza a repulsa que Genebra nutria por ele.
Um simples toque seu era capaz de provocar-lhe náuseas físicas.
O sorriso em seu rosto congelou por um momento, enquanto seus dedos se curvavam lentamente.
Ele retrucou amargamente,
— Quando Gonçalo se aproximou de você, eu não vi uma reação tão exagerada.
Genebra soltou um leve bufido,
— Você também parece muito mais feliz quando está com a Débora do que quando está comigo.
Gaspar franziu o cenho,
— O que a Débora tem a ver com isso?
Genebra esfregou os cantos da boca com força,
— Podemos ir para casa agora?
Ela não tinha a menor vontade de conversar com ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nem Morta Serei Sua