— Você está pedindo para apanhar, não é?
O homem de feição fria ao lado levantou o olhar. Ele ergueu o pé e deu um chute na bunda de Pedro Vieira.
Pedro abriu um sorriso adulador e baixou a voz para se explicar.
— Eu só estava tentando irritar o namorado da Dra. Vitória. Você viu a cara dele? Estava verde de raiva.
Vitória Lacerda não deu a mínima para o que Pedro havia dito, mas, ao ouvir aquilo, não resistiu e olhou para trás.
Isaque Cavalcanti estava barrado na catraca da delegacia. Ele parecia realmente furioso com a provocação e xingava apontando para as costas de Pedro.
Vitória deu apenas uma olhada rápida e desviou o olhar.
Sem se importar, ela virou as costas, endireitou a postura e caminhou a passos rápidos até o elevador.
Isaque assistiu, incrédulo, enquanto Vitória ia embora com aqueles dois homens, deixando-o para trás na rua. Seu rosto escureceu.
Ele tentou forçar a passagem pela catraca, mas foi barrado pelo porteiro idoso.
Isaque o encarou com fúria.
— Você não sabe quem eu sou? Eu sou o namorado da Dra. Vitória!
— Hã? Você é o que da Dra. Vitória? — perguntou o porteiro.
Os olhos de Isaque tremeram. Ele já tinha ido ali tantas vezes, como nunca percebeu que aquele velho era surdo?
— Eu sou o namorado da Dra. Vitória!
— Hã? Namorado de quem?
— Da Dra. Vitória! Vitória Lacerda! Eu sou o namorado da Vitória Lacerda!
O idoso limpou o ouvido com o dedo. Ele deu um passo para trás, olhando para Isaque com desgosto.
— Pra que gritar, garoto? Meus ouvidos estão ótimos! Era só falar direito.
Isaque quase cuspiu sangue de tanta raiva.
— Então eu já posso entrar?
O porteiro deu um sorrisinho cínico.
— Não pode, não. Só se a Dra. Vitória vier buscar você.
— Ela acabou de subir. — rosnou Isaque.
O idoso concordou com a cabeça e respondeu com a maior naturalidade:
— E por que você não subiu com ela?



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