Aquelas palavras cortaram como vidro!
Vitória franziu as sobrancelhas impecáveis e se soltou de Isaque com um puxão brusco.
Isaque sentiu as mãos vazias e, por um segundo, pareceu que o seu peito também havia se esvaziado.
— Qual é o seu problema, Vitória Lacerda?
Ele estava vermelho de ódio. Apontou o dedo para o homem de pé nas sombras e disparou o seu veneno, sem o menor pudor:
— É por causa de um cara assim que você me deu o cano? Ele é mais bonito que eu? Mais rico? Como eu fui cego! Eu nunca imaginei que você fosse uma interesseira que pula de galho em galho!
Ela nunca imaginou que Isaque daria um barraco desses na frente da delegacia. Sentiu o rosto queimar de vergonha.
Ela ia abrir a boca para responder, quando ouviu uma risada debochada.
— Ei, surtadinho, olha pra cá!
Isaque piscou, surpreso, e olhou na direção da voz.
O homem que estava nas sombras foi puxado para a luz, revelando finalmente o seu rosto.
Todos ao redor prenderam a respiração.
Vitória conseguiu até ouvir o murmúrio da sua assistente, eufórica: — Que gato!
Ela mesma acabou concordando mentalmente: Realmente.
O cara tinha no mínimo um metro e noventa de altura. Ficar ali parado o transformava na própria personificação de "um monumento de homem".
Membros longos e proporcionais, vestindo uma jaqueta preta e calças do mesmo tom. Músculos tensos onde precisava, a cintura fina como um corte preciso. A definição pura de ombros largos, cintura estreita e pernas que não acabavam mais.
Claro, por mais perfeito que fosse o corpo, o rosto chamava ainda mais atenção.
Nem o melhor computador faria uma modelagem tão impecável.
Sobrancelhas desenhadas, olhos escuros como obsidiana que exalavam um brilho sombrio, nariz reto, lábios finos e cerrados. A sua postura inteira gritava "mantenha distância".
Os olhos de Vitória caíram sobre a mão esquerda do homem, repousada ao lado do corpo. Ela piscou e desviou o olhar com uma compreensão silenciosa.
— Você é louco! — disparou Isaque, com a cara feia ao ver o nível do concorrente. Ele acenou com impaciência, tentando enxotar os dois. — Não atrapalha a conversa com a minha namorada!
O jovem chamado Pedro Vieira ainda tinha os olhos vermelhos de choro, mas a sua língua era de chicote:
— O surtadinho sentiu o golpe, foi? Você tá dando piti e incomodando os outros, sabia? Eu só te chamei pra avisar que o meu amigo Fernando não é só mais bonito que você. Ele também é infinitamente mais rico. Então não precisa ficar aí morrendo de complexo de inferioridade.

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