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No Lugar do Meu Ex, Casei com o Capitão da Polícia romance Capítulo 8

Mas, anos depois, eles haviam se reencontrado.

Vitória respirou fundo para afastar as memórias. Seu trabalho havia terminado e ela estava prestes a arrumar suas coisas para ir para casa, quando Júlia entrou correndo na sala, acompanhada de outro assistente.

— Dra. Vitória! O resultado saiu. Não é do Assassino em Série A! É um DNA desconhecido!

— E Dra. Vitória, o seu namorado está batendo num cara lá embaixo!

Vitória franziu a testa. Ignorando completamente a segunda informação, ela pegou o celular na mesma hora e ligou para a Divisão de Homicídios.

— Capitão, temos uma nova pista no caso!

...

Quando Vitória desceu até o saguão da delegacia, já passava das dez e meia da noite.

Isaque Cavalcanti estava parado num canto, de cabeça baixa. Ao lado dele, estava o entregador da floricultura vizinha, Jay.

— Dra. Vitória, ainda bem que você desceu!

O policial a olhou como se visse a salvação. Ele se aproximou rápido e sussurrou:

— O seu namorado parece que não bate bem da cabeça. Alguém encomendou flores para você e pediu pro Jay entregar. Quando ele viu, partiu pra cima do garoto sem dizer uma palavra e desceu a porrada.

— Eu fico impressionado. O cara é um marmanjo e age como uma criança de três anos. Bater em alguém na porta da delegacia! É um deboche com a nossa cara!

— Ele ficou gritando que queria ver você. Você sabe como é a situação do Jay. Ele tem a avó doente em casa, apanhou e nem tem coragem de pedir indenização. A gente tentou ajudar, mas ele não escuta a gente. E também não podemos interferir tão abertamente... Cof. Dra. Vitória, você pode resolver isso?

Vitória assentiu.

— Deixa comigo.

O policial suspirou aliviado.

— Então está nas suas mãos, Dra. Vitória.

Ela concordou e caminhou a passos firmes até os dois.

Na verdade, Vitória não tinha muita intimidade com Jay.

Mas muitos pretendentes e familiares de vítimas compravam flores na loja próxima para agradecê-la. Como ele sempre fazia as entregas, acabaram tendo mais contato.

Ao descobrir a situação familiar do garoto, Vitória passou a dar boas gorjetas a ele.

Com o tempo, criaram o hábito de se cumprimentar amigavelmente quando se viam.

— Tá bom.

Isaque assistiu àquilo e quase deu um pulo de indignação.

— Que palhaçada é essa, Vitória Lacerda?!

— Como você pode ajudar um estranho a extorquir o próprio namorado?!

Vitória o encarou friamente.

— E não foi você quem bateu nele?

Isaque ficou mudo.

Demorou um tempo até ele achar uma desculpa esfarrapada para o seu ataque de ciúmes.

— Eu só fiz isso por sua causa! Acha que eu não sei que ele sempre vem te entregar flores? Vai saber se foi um cliente que mandou ou se é ele mesmo, fingindo só pra se aproveitar da situação e dar em cima de você.

Isaque deu um sorriso carregado de desprezo.

— Na verdade, duvido que um morto de fome como ele tenha dinheiro para isso. Deve ter catado as flores que sobraram e mentido que alguém mandou só pra não passar vergonha. Vitória, você é a minha namorada. Eu não vou deixar qualquer um ficar de olho em você!

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