Mas, anos depois, eles haviam se reencontrado.
Vitória respirou fundo para afastar as memórias. Seu trabalho havia terminado e ela estava prestes a arrumar suas coisas para ir para casa, quando Júlia entrou correndo na sala, acompanhada de outro assistente.
— Dra. Vitória! O resultado saiu. Não é do Assassino em Série A! É um DNA desconhecido!
— E Dra. Vitória, o seu namorado está batendo num cara lá embaixo!
Vitória franziu a testa. Ignorando completamente a segunda informação, ela pegou o celular na mesma hora e ligou para a Divisão de Homicídios.
— Capitão, temos uma nova pista no caso!
...
Quando Vitória desceu até o saguão da delegacia, já passava das dez e meia da noite.
Isaque Cavalcanti estava parado num canto, de cabeça baixa. Ao lado dele, estava o entregador da floricultura vizinha, Jay.
— Dra. Vitória, ainda bem que você desceu!
O policial a olhou como se visse a salvação. Ele se aproximou rápido e sussurrou:
— O seu namorado parece que não bate bem da cabeça. Alguém encomendou flores para você e pediu pro Jay entregar. Quando ele viu, partiu pra cima do garoto sem dizer uma palavra e desceu a porrada.
— Eu fico impressionado. O cara é um marmanjo e age como uma criança de três anos. Bater em alguém na porta da delegacia! É um deboche com a nossa cara!
— Ele ficou gritando que queria ver você. Você sabe como é a situação do Jay. Ele tem a avó doente em casa, apanhou e nem tem coragem de pedir indenização. A gente tentou ajudar, mas ele não escuta a gente. E também não podemos interferir tão abertamente... Cof. Dra. Vitória, você pode resolver isso?
Vitória assentiu.
— Deixa comigo.
O policial suspirou aliviado.
— Então está nas suas mãos, Dra. Vitória.
Ela concordou e caminhou a passos firmes até os dois.
Na verdade, Vitória não tinha muita intimidade com Jay.
Mas muitos pretendentes e familiares de vítimas compravam flores na loja próxima para agradecê-la. Como ele sempre fazia as entregas, acabaram tendo mais contato.
Ao descobrir a situação familiar do garoto, Vitória passou a dar boas gorjetas a ele.
Com o tempo, criaram o hábito de se cumprimentar amigavelmente quando se viam.

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