NO MORRO DA ROCINHA 17

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Malu narrando

Eu fui levada para enfermaria, e a última coisa que Perigo fez antes de eu sair, foi fazer um sinal de um corte na garganta, o médico da penitenciaria onde eu estava, começa a me examinar e fazer curativo no meu corte do braço, meu rosto também está sangrando e minha boca cortada, mal tinha me recuperado da outra surra que Perigo me deu e ele já tinha me dado outra.

Do lado de fora do consultório médico que não tinha proteção, apenas grades, estava os policiais lado a lado, um deles com braços cruzados e me encarando, enquanto conversava com o outro.

- Essa pomada que vou passar vai ajudar a desinchar seu rosto – o médico fala passando em meu rosto. – os raios x não mostraram nem uma fratura grave, vai doer por alguns dias, bastante gelo e remédio para dor – eu assinto com a cabeça.

Esses policiais iriam fazer o inferno a minha vida, iria passar por horas intermináveis, eles iriam querer que eu abrisse a boca, e se eu abrisse a boca eu seria morta dentro da penitenciaria , já cansei de ver mulheres de bandidos sendo mortas depois que são presas, e se eu não falasse nada, quem iria fazer a minha vida um inferno seria eles.

Eu me levanto quando o médico fala que já estou medicada e com o curativo feito.

- Pode nos acompanhar – o policial fala e eu vou atrás dele e outro policial vem atrás de mim.

- Sargento Kaio – um policial cham e a gente para e ele entrega uma pasta para ele.

- Obrigado – Sargento Kaio fala.

Ele abre uma porta e faz sinal para que eu entre, era uma sala de interrogatório.

- Pode sentar – ele fala e eu me sento.

Eu olho para ele e para o outro policial, logo depois entra outro dentro da sala e tranca a sala. Meu coração está saindo pela boca , estava preste a ter um troço nesse exato momento.

- Maria Luiza Correa, você confirma seu nome ? – Sargento Kaio pergunta me encarando.

- Sim – eu respondo.

- Meu nome é Kaio, esse é Mauro e Roberto – ele fala – vamos conduzir esse interrogatório, a gente poderia ter te conduzido a uma delegacia e você poderia ter um advogado, mas acho que você não iria querer isso.

- O que vocês querem? – eu pergunto para eles.

- A verdade – ele fala me encarando. – Nós já sabemos que você estava no morro do Rd e foi ele que te mandou vir para cá. – ele fala pegando o seu celular e mostrando uma gravação da conversa dos dois, desde quando eu fugi até hoje – a gente sabe que você está lá contra a sua vontade, que você tentou fugir – ele abre a pasta e coloca a copia da passagem em cima da mesa. – mas, que eles te encontraram antes.

- Eu não vou falar nada – eu falo para eles.

- Você tem certeza que não quer falar nada? – ele pergunta me encarando – sabemos tudo , quase tudo.

Eu nego.

- Tudo bem – Kaio fala – podemos te encaminhar agora para a delegacia, te dar voz de prisão e você vai para uma penitenciaria, será julgada por todos os crimes que Perigo cometeu, porque você estava junto dele e você vai ter que rezar para que eles não te matem lá dentro porque você sabe de mais. Então, você realmente quer ficar calada? – ele pergunta me encarando, eu encaro ele e os outros três.

Rd narrando

Eu estava na boca com uma raiva de mim mesmo por ter deixado que Malu fosse encontrar Perigo.

- Bn me disse que ela falou que o seu pau é pequeno – Ph fala – vocês passaram a noite junto?

- Não enche – eu falo.

- Você sabe a merda que essa informação pode dar? – ele fala – se Perigo descobrir que vocês dois transaram.

- Eu já disse para você não encher a minha paciencia – eu falo.

- Não deveria ter deixado ela ir – ele fala – ele vai matar ela. Se ela sair viva vai ser por pouco, você conhece Perigo.

- Eu não tenho nada com ela – eu falo – eu não me importo com ela e o que acontecer com ela , não tem nada haver comigo.

- Se você diz – ele fala.

Bn entra correndo na boca.

- Pegaram Malu e Perigo na penitenciaria – ele fala – um dos nossos informantes acabou de avisar, os policiais levaram Malu e ninguém sabe

- Merda – eu falo.

- E Perigo? – Ph pergunta.

Está na solitária – ele fala – mas, eles encontraram ele quase matando

Ela vai abrir a boca –

descobrir para onde eles levaram ela – eu falo – e vamos tirar ela de

Nosso informante falou que ninguém sabe para onde eles levaram ela, foi armado a maior operação para tirar ela de lá – ele fala – ela está com Kaio e mais alguns policiais da tropa dele que são de auta

da puta – eu falo. – se ela não

porque mataram ela –

de um lado para outro dentro da boca, eu não conseguia acreditar que isso tinha acontecido, esse vermes desse policial filho da puta quer brincar comigo, mas eu iria acabar com

Kaio narrando