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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 176

Houve um zumbido momentâneo nos ouvidos de Celeste.

Por um instante, quase achou que tivesse ouvido errado.

— O que você vai dar como dote para ela? — ela perguntou, pausadamente.

Sua voz transbordava frieza.

Gilmar percebeu a raiva que se acumulava no olhar de Celeste. Ele franziu a testa e a repreendeu: — Que tipo de reação é essa? É apenas uma loja. Você e Dulce são irmãs, como pode ser tão mesquinha?

Os lábios de Celeste se apertaram até ficarem pálidos.

— Irmãs? Se você se contenta em ser corno e assumir o filho dos outros, o problema é seu, mas não me venha forçar laços de irmandade onde não existem.

Ela nem sequer se importava se Dulce ia ou não se casar com Gregório.

Sua única preocupação era outra.

A loja de antiguidades da Família Lopes estava sendo cobiçada para elevar o status de Dulce, servindo de base e degrau para o casamento dela!

Gilmar não esperava que Celeste fosse tão irracional. Seu rosto escureceu, coberto de decepção: — Celeste, como você se tornou tão amarga e cruel? Tem que ser igual à sua mãe, que vive deitada numa cama sem acordar? A harmonia da família não é mais importante que tudo? Não estou te pedindo as estrelas do céu.

Ele não deu a mínima para a reação dela.

Apenas acenou com a mão.

Amanda saiu imediatamente do quarto do hospital, com um sorriso indisfarçável no rosto, e entregou um contrato a Gilmar.

Gilmar o repassou para Celeste: — Este é o contrato de transferência. Na época, sua mãe colocou metade das ações da loja no seu nome. Como você era menor de idade, eu administrei tudo. Já cuido disso há tantos anos, e você nunca se envolveu mesmo. Assine isso e tire esse peso das costas.

Se não fosse pela metade de Celeste, ele já teria transferido tudo para Dulce sem pestanejar.

A mãe de Celeste era muito calculista, já havia planejado tudo para o futuro da filha desde cedo.

Celeste ouvia aquele discurso florido e absurdo.

E observava a expressão hipócrita de Gilmar, que agia como se tivesse toda a razão do mundo.

Era de uma ironia extrema!

Com os olhos transbordando sarcasmo e as mãos tremendo ao lado do corpo, ela retrucou: — Usar os bens da Família Lopes para fazer o enxoval de casamento da Dulce? Vocês nunca vão conseguir isso!

A loja de antiguidades já havia sido roubada de sua mãe por Gilmar, através de meios ilícitos.

Será que ele realmente se achava dono do que havia roubado?

A loja foi administrada por gerações pela Família Lopes. O sangue e suor de sua mãe sendo usados por Gilmar para agradar a amante e a filha dela. Isso não era uma humilhação? Não era pisotear o legado da Família Lopes?

— Você não tem noção do que é bom para você? Você machucou a Dulce de propósito, mas podemos relevar isso. Só precisa assinar e comprar a sua paz, aproveite a chance que estamos te dando.

Amanda demonstrou profundo desagrado.

A maioria dos itens na loja tinha direitos de propriedade bem definidos.

Se não fosse pelas ações no nome de Celeste, ela não estaria de mãos atadas, apenas observando.

Gilmar trocou um olhar com Amanda e assumiu o papel de pacificador: — Celeste, seu avô está velho e não tem muito tempo de vida. Eu sou sua verdadeira família e seu porto seguro. A prosperidade da nossa casa só trará benefícios para você. Ajudar sua irmã não vai te deixar no prejuízo. Seja boazinha.

— Quem você pensa que é? — Celeste estava enojada com a hipocrisia à sua frente, sua expressão era de um sarcasmo gélido. — Por acaso eu disse que te reconheço como pai?

Gilmar mudou de cor bruscamente, ofendido com a provocação.

— Você realmente vai ser uma filha ingrata?!

— Se for para o seu enterro, eu posso até fazer um esforço e cavar umas pás de terra. Satisfeito?

O peito de Gilmar subia e descia violentamente, ofegante de raiva.

Ele não imaginava que Celeste pudesse ser tão desrespeitosa e rebelde.

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