Tinha acabado de servir um copo de água para Otávio.
Quando ouviu batidas na porta.
— Já comprou a comida tão rápido? — Celeste ficou intrigada e foi até a porta.
Mas ao abri-la.
A expressão de Celeste congelou instintivamente.
E o último resquício de sorriso evaporou.
Gregório baixou o olhar lentamente.
— Não vai me convidar para entrar? — Seus olhos profundos fixaram-se no rosto dela.
O tom da sua voz permaneceu inalterado.
— Cele, quem é? — A voz curiosa de Otávio soou de dentro do quarto, interrompendo o impulso de Celeste de expulsá-lo.
Celeste agarrou com força a maçaneta e, por fim, cedeu, afrouxando a mão.
Ao olhar para Gregório, percebeu que ele não viera de mãos vazias.
Trazia consigo várias embalagens requintadas.
Gregório lançou-lhe um olhar e passou por ela, adentrando o quarto.
— Sou eu, vovô.
Ao entrar, Gregório caminhou até Otávio com um sorriso no rosto.
— Gregório? Não está ocupado hoje? — O olhar de Otávio demonstrou confusão por um instante, mas, após observá-lo por um momento, finalmente o reconheceu.
Celeste entrou logo depois e notou o semblante radiante do avô.
Ela ficou momentaneamente sem palavras.
— O seu aniversário é, sem dúvida, um compromisso importante para mim. O trabalho pode esperar — Gregório esboçou um sorriso.
Ela olhou de soslaio para o perfil de Gregório, e era algo que ela não podia negar: quando ele queria agradar alguém, era impossível resistir a ele.
— Trouxe doces daquela confeitaria que o senhor adora. Mas pedi com menos açúcar, pois a sua saúde é a prioridade agora — Gregório colocou uma das caixas em cima da mesa.
— Que bom, que bom. Vou fazer o que vocês dizem.
Otávio, de excelente humor, assentiu de modo afetuoso.
— Ah, e tem isso. Fiquei sabendo que o senhor sempre se lembrou das obras da vovó. Consegui recuperar algumas recentemente, quer dar uma olhada?
Gregório abriu as outras caixas.
Celeste acompanhou o movimento com o olhar.
E também ficou surpresa por um breve momento.
Naquela época, a maior parte das caligrafias e pinturas da avó acabou em antiquários e muitas foram revendidas.
Para ela, era muito difícil encontrá-las.
E agora, Gregório lhe trazia cinco daqueles quadros.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...
O melhor dessa história é que a autora põem a personagem para ser humilhada e trocar tudo por dinheiro, ou seja dignidade zero...
Adorando esse livro. Espero que o divórcio da Celeste demore o suficiente para o Gregório descobrir que sua salvadora do sequestro é Celeste. Que esse capítulo seja em breve....