Celeste não tinha tempo para bater boca e acertar contas com Dulce.
Ela se aproximou da mãe e disse em voz suave:
— Eu sou médica, deixe-me segurar a criança. Fica mais fácil para aplicar os primeiros socorros.
A jovem mãe limpou as lágrimas de qualquer jeito e assentiu, profundamente agradecida.
Sendo mãe também, Celeste compreendia perfeitamente a aflição e o desespero que a mulher estava sentindo.
Além disso, ela tinha experiência de sobra quando se tratava de cuidar de crianças.
Ao receber a menina, ignorou o olhar contrariado de Dulce e acomodou a criança com firmeza em seus braços, garantindo que ela estivesse confortável e na melhor posição para as manobras de emergência.
Como era de se esperar, Dulce se sentiu incomodada com a atitude de Celeste.
Um traço sutil de ironia perpassou por seus olhos.
Como se ela não notasse que Celeste estava fazendo aquilo apenas para aparecer na frente dos outros?
Estava na cara que Celeste queria apenas se encostar na glória de ter ajudado durante o resgate.
Mas Dulce não se rebaixaria a discutir sobre as maquinações mesquinhas de Celeste.
Apenas se inclinou para verificar o quadro geral da criança.
Com a testa franzida, declarou:
— A menina teve uma reação alérgica que resultou em um edema de glote. Farei um procedimento simples de primeiros socorros e ela deve ser levada imediatamente ao hospital.
Nesse ponto, Celeste não interferiu.
Imediatamente, um dos curiosos sacou o celular para ligar para a ambulância.
A criança, de fato, estava em crise alérgica.
Porém, o método de primeiros socorros de Dulce...
Dulce perguntou ao redor:
— Alguém tem uma caneta de adrenalina?
Ninguém respondeu.
Tentando disfarçar sua ansiedade para manter a pose, a única alternativa de Dulce foi recorrer à acupressão de emergência, cravando as unhas no ponto de acupuntura sob o nariz da criança.
Ao observar o que Dulce estava fazendo, Celeste franziu a testa e comprimiu os lábios.
Era um procedimento válido, mas quase inútil perante uma situação de emergência como aquela.
— Sra. Lopes, mesmo que você queira bancar a imitadora barata, você jamais conseguirá aprender as habilidades da Sra. Alves. Então faça o favor e poupe seus esforços. Para de atrapalhar, por favor.
No fim das contas, a intenção dela era unicamente ganhar a atenção de Gregório, aproveitando a comoção de aplausos gerada quando Dulce prestou socorro.
Ele estava ciente dos truquezinhos que as mulheres costumavam usar.
Sendo empurrada reiteradas vezes, a paciência de Celeste já tinha acabado.
Seu rosto delicado estava coberto por um gelo mortal:
— Você tem algum problema na...
— Acordou!
— A menina acordou!
Celeste abafou instantaneamente a irritação e virou a cabeça para conferir.
A menininha havia aberto os olhos. Seus grandes olhos redondos ainda denotavam muito cansaço, fazendo o coração de Celeste derreter de imediato com um afago de ternura.
A sua fúria recuou consideravelmente.
Ela lembrou da sua própria filhinha, Laura.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Ela repete o mesmos pensamentos várias vezes. E o mais incrível u.a é prisioneiro e o outro é livre, no final ele teve um motivo muito importante para agir assim e vai querer compensar tudo....
Essa personagem é humilhada apor bens materiais....
Eu adoro histórias assim que a autora humilha a personagem principal por todo história para no final o homem estar apenas sendo enganado ou protegendo ela e acaba perdoado, ainda d põem alguém da família pra ajudar na humilhação, fica o romance perfeito!...
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...
O melhor dessa história é que a autora põem a personagem para ser humilhada e trocar tudo por dinheiro, ou seja dignidade zero...
Adorando esse livro. Espero que o divórcio da Celeste demore o suficiente para o Gregório descobrir que sua salvadora do sequestro é Celeste. Que esse capítulo seja em breve....