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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 199

Uma única frase.

Mergulhou o ambiente num silêncio repentino e assustador.

Afinal, a escolha de um perfume era algo íntimo demais.

Envolvia gostos pessoais, privacidade e hábitos intrínsecos.

Muitas vezes, também simbolizava intimidade.

E o mais agravante.

O perfume de Gregório não era algo que se pudesse comprar em qualquer loja.

O sorriso que adornava o rosto de Dulce desvaneceu instantaneamente.

Gregório estreitou o olhar e virou-se em direção a Celeste.

A própria Celeste também não esperava por aquilo.

Após tantos anos de casamento, ela só agora percebia, de forma abrupta, que os seus gostos e costumes haviam se mesclado profundamente aos de Gregório.

— Diretor Nunes, a Sra. Alves está bem aqui, não saia criando casais sem fundamento. — Urbano, percebendo a mudança drástica no humor de Dulce, lançou um aviso pontuado por um sorriso enigmático.

O Diretor Nunes percebeu a gafe na hora:

— Peço mil desculpas! Às vezes falo sem pensar, por favor, não leve a mal, Sra. Alves.

Foi só então que a expressão de Dulce suavizou:

— Não faz mal. Eu nunca perco o meu tempo com insignificâncias.

Celeste decifrou de imediato o real significado daquelas palavras.

Ela estava insinuando que Celeste forçara aquela coincidência de propósito, agindo de forma manipuladora.

Não tinha paciência para ouvi-los acalentando o ego de Dulce por uma bobagem daquelas.

Sendo assim, desembarcou do elevador ali mesmo, no andar de David.

E pegou o elevador do outro lado para subir até a cobertura.

Depois de se organizar, David subiu à suíte dela para discutir as diretrizes do projeto.

Às oito da noite.

A campainha tocou.

Celeste foi atender a porta.

Gabriel estava no corredor. Ele correu os olhos para dentro do cômodo.

— Posso entrar?

Celeste cruzou os braços e recostou-se no batente, barrando a entrada dele.

— Infelizmente, não. O nosso Diretor Costa está aqui. Podemos falar sobre negócios amanhã, Diretor Campos?

Gabriel fechou a cara, sentindo um gosto amargo de irritação na garganta.

Ele já havia notado antes como David agia de forma superprotetora em relação a Celeste.

E agora os dois estavam enfurnados sozinhos naquele quarto a essa hora da noite?

— Celeste, não deveria haver certos limites entre um homem e uma mulher? Não pega bem ficarem sozinhos num quarto assim. — ele a encarou de cima a baixo. Havia um sorriso forçado em seus lábios, mas a insatisfação era nítida.

Celeste riu e rebateu:

— O Diretor Campos quer controlar a minha vida agora?

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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