Um bolo já havia sido colocado sobre a mesa.
Decorado com pétalas de tulipas azuis, e com as velas ainda apagadas.
Celeste se aproximou hesitando:
— A nossa atuação precisa ir tão longe assim?
— Não vai demorar muito. Só precisamos mandar uma mensagem para a avó daqui a pouco, comer alguma coisa e apagar as velas.
Gregório fez uma pausa para olhá-la rapidamente antes de voltar os olhos para a tela do celular.
Celeste sempre soube que a avó era uma mulher de atitude.
Não era preciso pensar muito para saber que tudo aquilo fora obra da velha senhora. Até um jantar à luz de velas estava meticulosamente preparado.
O que a surpreendeu foi descobrir que a avó sabia de sua paixão por tulipas azuis.
Eram suas flores favoritas. Ela não gostava da intensidade e da paixão das rosas; preferia a calma e a delicadeza das tulipas.
No entanto.
Toda aquela atmosfera romântica não fora idealizada pelo homem que estava ali à sua frente.
Um romance orquestrado por terceiros não tinha qualquer valor para ela.
Ela lançou um olhar para Gregório.
Ele parecia bastante entretido conversando com alguém no celular.
Como se estivesse relatando cada passo que dava.
Afeto, doçura, puro chamego.
Ela quase sentia vontade de torcer pelo casal.
— É só você tirar uma foto e mandar.
Ela caminhou com a expressão serena, pegou o buquê de tulipas azuis mais deslumbrante e bem arranjado que repousava em sua cadeira, colocou-o sobre a mesa e, só então, sentou-se, sem dar mais nenhuma olhada para as flores.
Verificou as horas. Passava das nove. Já estava atrasada o suficiente.
Ainda mais por estar sem celular.
Gabriel não conseguia falar com ela e provavelmente achava que tudo fora de propósito.
Era uma injustiça terrível.
— Você tem algum compromisso urgente?
Só então Gregório guardou o celular, lançou um olhar para o buquê "despachado" e perguntou em um tom vagaroso.
— Assuntos pessoais.
Celeste respondeu de forma ríspida, sem a menor intenção de lhe dar explicações.
Deixando claro que se tratava de sua privacidade e estabelecendo limites muito bem definidos.
Gregório não a desmascarou nem insistiu.
— Às nove e treze haverá um show de fogos de artifício. A vista daqui é a melhor. Se não estiver com pressa, assista antes de ir.
Ele virou o rosto para contemplar a vibrante paisagem noturna lá embaixo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...
O melhor dessa história é que a autora põem a personagem para ser humilhada e trocar tudo por dinheiro, ou seja dignidade zero...
Adorando esse livro. Espero que o divórcio da Celeste demore o suficiente para o Gregório descobrir que sua salvadora do sequestro é Celeste. Que esse capítulo seja em breve....