Após o casamento, o relacionamento conjugal deles não foi nada harmonioso no início.
Gregório raramente ia para casa, e ter intimidades duas vezes por mês já era considerado um luxo.
Isso sem falar na comunicação diária.
No entanto, no final do primeiro ano de casamento, Gregório precisou viajar para a filial nos Estados Unidos, preparando o terreno para tomar o controle absoluto da família.
Na noite anterior à partida para os EUA, ele bebeu demais em um compromisso de negócios e, pela primeira vez, esqueceu de usar proteção.
Naquela noite, ele foi extremamente selvagem.
Foi ali que ela percebeu que, quando a bebedeira o impedia de reconhecer quem estava na cama, Gregório perdia aquela típica frieza contida.
Dois meses após a partida de Gregório, Celeste descobriu que estava grávida.
Sendo médica, ela mesma conseguiu diagnosticar a própria gestação.
Ficou chocada com a descoberta.
Naquela época, ela chegou a pensar ingenuamente: já que ele acreditava ser estéril, não seria a gravidez dela a solução para consertar o relacionamento dos dois?
Por isso, decidiu testar as águas primeiro.
Pegou o primeiro voo para Nova York. Naquele dia, com o coração cheio de alegria e expectativa, foi direto para a empresa dele e o esperou por duas horas no vento gélido. Gregório ficou muito surpreso com a sua chegada, mas não revelou a identidade dela a ninguém; apenas pediu ao assistente que a levasse para onde ele morava.
Naquela época, cheia de amor e entusiasmo, ela não percebeu a atitude fria com a qual Gregório intencionalmente a distanciava perante os outros.
Quando ele voltou à noite, após tomar um banho, sequer perguntou se a longa viagem de avião havia sido cansativa. Ele se inclinou para beijar a orelha dela, mas a profundidade dos seus olhos transmitia uma frieza de quem apenas cumpria uma rotina.
Era como se ela tivesse cruzado o oceano apenas para implorar por sexo.
Celeste, sentindo-se desconfortável, o afastou de leve. Reprimindo a agitação no coração, perguntou com muito nervosismo:
— Se eu tivesse um filho, será que nós...
Aquela frase pareceu arruinar a pouca vontade que ele tinha no momento.
Gregório se afastou sem a menor hesitação. Virou-se, deitou ao lado dela e fechou os olhos, mantendo a distância gélida de duas pessoas que dividem a mesma cama, mas não os mesmos sonhos.
— Se você acha que um filho seria a salvação do nosso casamento, aconselho que não crie ilusões.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...
O melhor dessa história é que a autora põem a personagem para ser humilhada e trocar tudo por dinheiro, ou seja dignidade zero...
Adorando esse livro. Espero que o divórcio da Celeste demore o suficiente para o Gregório descobrir que sua salvadora do sequestro é Celeste. Que esse capítulo seja em breve....