— Que horas são...? — Vanessa gemeu, franzindo o rosto quando a dor latejante em sua cabeça a fez estremecer. A sensação era cruel, incessante. A última coisa de que se lembrava era de beber diretamente da garrafa de vinho enquanto amaldiçoava Daven e Althea, junto de dezenas de reclamações amargas e desconexas.
— Onde está James?
Seu olhar percorreu o quarto, esperando encontrá-lo por perto... Mas não havia ninguém. Apenas silêncio. Um silêncio sufocante quebrado unicamente pela quietude de seu quarto.
A luz do sol atravessava as cortinas, inundando o ambiente com um brilho impossível de ignorar. Vanessa abriu os olhos lentamente, sentindo-os arder. Uma dor incômoda se espalhava da mão enfaixada até o tornozelo envolto em gaze branca. Sua cabeça ainda latejava sem piedade.
Ela não fazia ideia de quem havia cuidado de seus ferimentos durante a noite, talvez alguma enfermeira contratada por Theo ou uma empregada da mansão. E, honestamente... Não se importava.
A porta rangeu suavemente ao se abrir. Uma empregada entrou carregando uma bandeja de café da manhã.
— Bom dia, senhorita Vanessa. — Cumprimentou ela com delicadeza.
Vanessa lançou um olhar afiado na direção dela, o desprezo estampado no rosto. De todas as coisas... Por que precisava ser incomodada no instante em que abria os olhos?
— Como está se sentindo? Seus ferimentos já foram tratados. Se ainda estiver com dores, podemos chamar o médico outra vez.
O olhar de Vanessa ficou vazio.
— Não estou com fome. E estou bem.
— Mas—
— Eu disse que não estou com fome. — Interrompeu, a voz rouca e impaciente.
A empregada suspirou discretamente, mas ainda assim colocou a bandeja sobre a mesa ao lado da cama.
— Seria melhor comer enquanto ainda está quente, senhorita Vanessa. Notei que a senhorita pulou o jan—
— Onde está meu pai? — Vanessa interrompeu outra vez, sem qualquer interesse naquela conversa inútil.
A empregada hesitou antes de responder.
— O senhor Theo saiu cedo esta manhã. Disse que tinha assuntos urgentes para resolver.
Uma risada vazia escapou dos lábios de Vanessa.
— Claro. Negócios. Reputação. O precioso nome dele. Tudo isso importa mais do que a própria filha sendo humilhada diante do país inteiro.
A empregada não respondeu. O silêncio dela carregava puro desconforto.
Seu rosto. Em todos os lugares. Cercado de manchetes carregadas de deboche. Ela sabia que as redes sociais não estavam diferentes. Felizmente, sua agência já havia avisado no dia anterior que os comentários de todas as contas oficiais haviam sido bloqueados.
Mas isso não impedia a avalanche.
Todas as páginas de fofoca estavam tomadas por fotos dela. E os comentários... Eram cruéis. O ódio vinha de todos os lados, quase sempre direcionado a ela, enquanto Althea recebia uma onda interminável de simpatia. Até Daven, seu marido, prestes a se tornar ex-marido, estava sendo elogiado por finalmente abandoná-la.
E a pior parte?
Milhares de pessoas pediam que Daven e Althea voltassem a ficar juntos.
— Não... Não... Parem com isso! — Disse Vanessa, o pânico apertando sua garganta.
Ela agarrou o controle remoto e o arremessou violentamente pela sala. O objeto atingiu a televisão com força, fazendo a tela estalar antes de apagar completamente em escuridão.
A respiração dela ficou curta e irregular.
— Droga! Por que ninguém consegue pensar em mim?! Eu não fiz tudo isso sem motivo!
Os dedos mergulharam em seus cabelos já completamente bagunçados enquanto a frustração queimava sob sua pele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...