— Um pouco. — Chase riu baixinho. — Mas se for por você, eu treino mais.
A risada de Josh ecoou leve e pura, aquecendo o peito de Chase até quase doer. Ele nunca ousou sonhar que um dia Althea e Josh entrariam em sua vida daquela forma. E ainda assim... Parecia tão certo. Como se eles sempre tivessem sido destinados a pertencer um ao outro.
Momentos depois, Althea apareceu carregando uma xícara de café fumegante em uma mão e um pequeno prato de salgadinhos para Josh na outra.
Ela colocou o café diante de Chase e arqueou uma sobrancelha, sorrindo de leve.
— Vocês dois parecem bem próximos. Sobre o que estão conversando?
— Mamãe! — Josh respondeu animado. — O papai disse que eu preciso começar a treinar mergulho. Ele vai me levar para outro lugar bonito para mergulhar. Mas só se você deixar. Então... Você deixa?
Althea lançou um olhar ao filho antes de suspirar brevemente.
— Você nunca se cansa da água, não é? Vamos conversar sobre isso quando voltarmos para SunCity.
— Eu sei! — Josh interrompeu rapidamente. — Mas antes de irmos embora... Posso mergulhar mais uma vez? Eu ainda quero ver os peixes do Nemo.
Althea sentou-se ao lado dele, observando-o com atenção carinhosa.
— Dessa vez não podemos atrasar nossa volta. Eu tenho algo importante para resolver.
Josh já ia reclamar quando Althea continuou:
— Mas, em compensação, você pode ir comigo encontrar uma velha amiga da mamãe. O nome dela é senhora Yoshida... A esposa do embaixador do Japão. Faz muito tempo que não a vejo. Ela mora aqui na cidade e quer muito nos encontrar... Principalmente você.
Os olhos de Josh se arregalaram em surpresa.
— Eu? Ela quer me conhecer também?
Althea sorriu enquanto empurrava o prato de salgadinhos na direção do filho.
— Claro. Você não se lembra do evento na prefeitura? A senhora Yoshida era uma das convidadas, representando o embaixador japonês.
— Ah, é verdade! Agora eu lembro! — O sorriso de Josh se abriu imediatamente. — Foi nesse dia que eu conheci o senhor Bonitão pela primeira vez.
O instinto de Althea foi desviar do assunto, impedir que aquelas palavras ganhassem mais peso. Mas ao ver a felicidade estampada no rosto do filho, ela engoliu o impulso.
Além disso, Chase não parecia minimamente incomodado.
Mesmo assim... Ela teria de pedir desculpas depois, só por precaução, caso ele tivesse se sentido mal.
— Eu também lembro da moça de quem você está falando, mamãe. Posso ir com você?
— Claro que pode. — O sorriso dela se aqueceu. — Além disso, seu papai tem assuntos de trabalho para resolver quando voltarmos ao hotel. Então... Acho melhor você vir comigo, Josh.

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