O aeroporto de SunCity fervilhava com o caos habitual do meio-dia: malas rolando, anúncios ecoando, o murmúrio constante de partidas sem fim.
Ainda assim, para Althea, o mundo parecia se mover em câmera lenta.
Ela caminhava ao lado de Chase, segurando com força a pequena mão de Josh, como se tivesse medo de que soltá-la pudesse quebrar a frágil calma que ainda a mantinha de pé.
— Sente-se um pouco, meu amor. — Disse Chase gentilmente, ao perceber que ela tentava recuperar o fôlego.
Ele puxou uma cadeira para ela e a ajudou a se sentar antes de se agachar diante de Josh.
— Você vai ser o protetor da mamãe enquanto o papai estiver fora, certo?
Josh ergueu os olhos para ele, grandes e sinceros.
— Mas você não vai ficar muito tempo longe, né, papai?
Chase sorriu e acariciou os cabelos do menino com carinho.
— Não muito. Só uma viagem rápida para a Turquia. Um trabalho para o programa de intercâmbio estudantil. Depois, o papai promete que volta logo para casa.
— Promessa de dedinho? — Josh ergueu o mindinho.
Chase entrelaçou o dedo ao do filho e sorriu.
— Promessa de dedinho.
Observando os dois, Althea sentiu o coração se encher e doer.
Chase estava diferente desde a manhã. Atencioso demais. Carinhoso demais. Muitos “eu te amo” ditos entre sorrisos suaves e toques demorados.
Ele até havia preparado o café da manhã sozinho: torradas, chá morno para ela e chocolate quente para Josh.
E riram quando ela o provocou:
— O que é isso? Uma festa de despedida ou uma comemoração surpresa?
Mas agora, sentada na sala de embarque, o ar parecia mais pesado, mais íntimo.
O olhar de Chase permanecia sobre ela e Josh como se tentasse memorizar cada detalhe: a curva de seu sorriso, a covinha na bochecha de Josh, a forma como a luz do sol tocava seus rostos.
— Tem certeza de que não esqueceu nada? — Perguntou Althea, tentando afastar o peso estranho que pressionava seu peito.
Chase virou-se para ela, os olhos suaves.
— Nada está faltando. Tudo o que importa está bem aqui comigo.
Althea revirou os olhos de leve.
— Não diga coisas assim.
Ele riu baixo.
— O quê? Só estou tentando ser um pouco romântico.
— Só um pouco? — Rebateu ela, meio brincando, meio inquieta. — Você está doce demais hoje. Normalmente, só diria “se cuida” e sairia correndo pela porta.
— Desta vez é diferente... — Disse Chase em voz baixa. — Talvez eu só tenha percebido o quanto o nosso tempo juntos é precioso.
A respiração dela falhou.
Havia algo em sua voz, uma sinceridade frágil que fez seu pulso vacilar.
Josh envolveu os braços na perna de Chase.
— Papai, se ficar frio lá, coloque uma jaqueta grossa logo, tá? Você não pode ficar doente.
Chase se agachou novamente e abraçou o filho com força.
— Você também, campeão. Cuide da mamãe e não a deixe brava, combinado?
Josh assentiu com uma seriedade fingida.
— Combinado.
Ele permaneceu ali por um momento, a palma repousando com ternura sobre o ventre dela, beijando-o repetidas vezes, sussurrando palavras suaves para a filha que ainda não havia conhecido.
Althea sorriu em meio às lágrimas, o amor por ele brilhando em seus olhos, mesmo enquanto a inquietação se retorcia em seu peito.
— Vou esperar você em casa. Não se esqueça de me ligar sempre que puder, Chase.
— Eu jamais esqueceria.
Ele se endireitou, deu a ela um último sorriso e acenou.
— Estou indo agora.
Josh pulou animado ao lado dela, acenando com as duas mãos no ar.
— Tchau, papai! Não esquece as lembrancinhas!
A risada deles acompanhou Chase enquanto ele caminhava em direção ao último posto de controle.
Pouco antes de atravessar, ele se virou uma última vez. Seus olhos encontraram Althea e Josh parados juntos, as duas pessoas que agora eram todo o seu mundo.
Seu sorriso carregava um peso silencioso, algo não dito que puxou de leve o coração dela.
Quando ele finalmente desapareceu além do portão de embarque, Althea permaneceu onde estava, os dedos firmemente fechados ao redor da pequena mão de Josh.
Mas, por dentro, era como se algo invisível estivesse puxando seu coração para longe junto com ele.
— Mamãe? — Josh olhou para ela, inocente e confiante. — O papai vai ficar bem, né?
Althea forçou um sorriso, acariciando suavemente os cabelos dele.
— Claro, meu amor. O papai vai ficar muito bem.
Mas, enquanto seu olhar permanecia preso ao portão por onde ele havia desaparecido, seu peito se apertou.
Pela primeira vez, ela rezou por mais tempo do que jamais havia rezado antes, implorando em silêncio para que aquele peso estranho em seu coração não fosse nada além do medo de uma esposa que amava profundamente o marido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...