Segurei as mãos de Nicholas, mãos pequenas e quentes que cabiam perfeitamente dentro das minhas. Não sei o que seria da minha vida se eu o perdesse, meu coração doeu só de pensar nisso. Eu preferia morrer a estar em um lugar onde ele não estivesse. O quadro de saúde dele era estável, e logo estaríamos longe dali, mas vê-lo acamado em um hospital era doloroso. Essa montanha russa de situações estava literalmente acabando com meu emocional, deixando-me instável. Quando lágrimas quentes começaram a descer pelo meu rosto, resolvi banir esses pensamentos.
Alguém limpou a garganta atrás de mim. Virei-me e encontrei Will. Eu sabia que ele estava ali pelo que aconteceu com Nicholas, mas nós ainda não tínhamos nos encontrado desde aquela briga.
— Ei, olá. — Ele sorriu e enfiou as mãos em ambos os bolsos da sua calça jeans.
Levantei-me e caminhei até a ele, abraçando-o forte. Senti saudades nos últimos meses em que ele havia partido. Depois que Will se foi, a sua relação se baseou em ver e falar apenas com Nicholas. Mas eu senti sua falta. Ele foi meu amigo, irmão e qualquer outra coisa quando não tive ninguém. A verdade é que parte de mim se sentia muito culpada por ter feito com que a amizade dele e de Ethan se encerrasse, pois era algo que já existia bem antes de mim. Porém, o jeito que ele me abraçou de volta me lembrou que ele era Will, e que tinha um enorme coração.
— Eu sinto muito Nicole, eu queria ter vindo te ver antes, mas eu não sabia como seria a sua reação.
Ele pegou os lados do meu rosto e plantou um beijo na minha testa. Logo, afastou-se e seu olhar ficou tenso, encadeado em algo atrás de mim. Eu sabia que ele tinha visto Nicholas.
— Aquele maldito filho da puta. — Will caminhou até ele e passou a mão carinhosamente em seu rosto. — Não aguento vê-lo, é bom ele ficar longe ou eu sou capaz de matá-lo.
Segui até a ele e apoiei as mãos em seu ombro, para que ele virasse a atenção a mim.
— Você precisa estar comigo — disse. — Eu sei da gravidade da situação, mas não posso ser deixada sozinha passando por tudo isso. Eu preciso de alguém ao meu lado me dizendo que vai estar tudo bem. — Na mesma hora, arrependi-me de ter dito aquilo. Sua mandíbula firme cerrou, mostrando com clareza sua irritabilidade.
— Ethan está te deixando sozinha — ele disse baixo, mas ameaçador.
— Não. Não é isso. Ele está aqui. Mas tudo isso não é fácil...— seus lábios se curvam tristemente. — Luck é o seu irmão, ele precisa de um tempo...só isso. Além do mais ele está atrás de Luck, isso tem tomado seu tempo, ele está ocupado demais.
— Ocupado demais para estar com a mulher que ele ama? Que tipo de bastardo não tem somente uma equipe, mas duas, procurando o irmão e não pode estar aqui com você pelo menos uma hora para saber se você está bem emocionalmente?
Eu não disse nada e evitei encará-lo para não desmoronar ali mesmo. Não era justo fazer com que Ethan se saísse como o vilão quando eu sabia, mais que todos, que se ele não estava comigo é porque estava tão ferido quanto eu. Ele estava magoado, e ver-nos era a maior confirmação do erro por não ter podido nos proteger. Eu realmente não pensava assim, mas bastava olhá-lo para saber que ele se culpava da situação e que estava abatido e melancólico, lutando para manter a si mesmo.
— Desculpe — ele disse ríspido. — Eu sei que vocês estão... noivos. — Ele olha rapidamente para o meu anel. — Eu não queria acusá-lo. É que...
— Ei! Tudo bem. Isso aqui está difícil para todo mundo. Estamos todos alheados e aflitos. — Aproximei-me em um abraço e apoiei a cabeça no seu peito.
De repente, um barulho baixo tirou nossa atenção. Depois veio outro e outro. Uma confusão distante começou.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O bebê do bilionário
Está faltando capítulos autora...
Cadê o resto dos capítulos?...