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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 107

OS PLANOS DE KAREN E VALENTINA

O brilho das vitrines da Via Montenapoleone parecia pálido perto do sorriso vitorioso que Karen carregava no rosto. Caminhar ao lado de Valentina Salvattore, a influente tia de Henry, era o selo de aprovação que ela tanto buscava. Cada clique discreto dos paparazzi e cada olhar de soslaio dos transeuntes alimentavam o ego da futura noiva.

Ao cruzarem a imponente porta de vidro de uma joalheria exclusiva, o ar condicionado trouxe o perfume de sofisticação que Valentina tanto prezava. Ela guiou Karen diretamente para o setor de alta joalheria.

— Henry sempre foi pragmático, mas desta vez eu faço questão de intervir.

Disse Valentina, deslizando os dedos por um mostruário de veludo.

— Vocês vão escolher as alianças aqui. Quero algo que apague qualquer memória do passado com aquela imigrante miserável. Essa mancha na família Salvattore irá ser apagada para sempre. Gracas a Deus, aquela aberração não teve filhos com meu sobrinho, isso seria o pior dos meus pesadelos. Um sangue nobre misturado com um sangue vira-lata.

Valentina virou-se para Karen, segurando as mãos da jovem com um olhar cúmplice.

— Fique tranquila, querida. O casamento de vocês será o maior evento que Milão já viu. Quero peças que façam o anel daquela... ex-esposa brasileira parecer uma bijuteria de calçada. O prestígio dos Salvattore exige esse excesso.

Karen sentiu um calafrio de satisfação. Ela levou a mão ao ventre, ainda plano, acariciando-o com um toque possessivo e um brilho malicioso no olhar.

— O tempo está a nosso favor, Valentina. O casamento será logo, antes que a barriga comece a aparecer e roube o caimento do vestido, e os comentários sobre como essa criança veio ao mundo apareça, não quero ser taxada de amante.

Comentou Karen, baixando o tom de voz para um sussurro venenoso.

— E assim que eu tiver o sobrenome Salvattore e o anel no dedo, farei questão de varrer Zoe e aquela mãe dela para fora da Itália. Não quero aquela brasileira respirando o mesmo ar que o Henry. Vou fazer questão dela voltar para o Brasil e nunca mais pisar aqui.

Valentina soltou uma risada curta e gélida, apreciando a audácia da futura sobrinha.

— Gosto da sua determinação. Pode contar comigo para garantir que essa "limpeza" seja feita de forma impecável. Não irei medir esforços minha querida.

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Enquanto isso, no último andar da Salvattore Technologies, a atmosfera era de investigação digna de Sherlock. O silêncio da sala da presidência só era quebrado pelo som do papel sendo folheado. Henry Salvattore mantinha os olhos fixos nos relatórios entregues por seu assistente de maior confiança.

A expressão de Henry, geralmente indecifrável, transformou-se em uma máscara de ódio e alívio. As veias de seu pescoço saltaram levemente enquanto ele relia o último parágrafo.

— Você tem certeza do que está escrito aqui, Antônio?

— A voz de Henry saiu baixa e extremamente perigosa.

Antônio Tommaso sustentou o olhar do chefe, mantendo a postura rígida.

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