DESCOBRINDO A GRAVIDEZ DE ZOE
O gabinete de Henry estava mergulhado em um silêncio sepulcral, interrompido apenas pelo som rítmico da chuva contra as janelas de vidro duplo. Henry Salvattore permanecia estático atrás de sua mesa de carvalho, a mente processando a confissão do funcionário do hotel de Roma que acabara de sair.
Antônio Tommaso, impecável como sempre, observava o patrão. Ele conhecia Henry há menos de dois anos e sabia que aquela calmaria era o prenúncio de uma tempestade.
_"Dopado,"?
Murmurou Henry, a voz carregada de um desprezo gélido.
_"Ela não apenas mentiu; ela me invalidou naquele dia, por isso não lembro de nada, então as marcas no meu corpo no outro dia... ela pensou em tudo mesm."
_"O depoimento dele é sólido, senhor,"
Antônio interveio, estendendo um envelope pardo.
_"Aqui estão as gravações originais que ele ocultou por meses. Elas mostram o momento exato em que ele ajuda Karen a carregá-lo. O senhor estava completamente inconsciente. Não houve toque, não houve intimidade. Houve apenas uma encenação barata."
Henry pegou o envelope, os olhos faiscando com um brilho perigoso. Ele caminhou até o cofre embutido na parede, digitou a senha e guardou a prova que destruiria Karen. Ao fechar a porta de aço, ele deu um sorriso que não alcançava os olhos.
— O jogo de cartas está apenas começando, Antônio.
A voz de Henry era um um calmo, mas que carregava o peso de uma sentença.
Antônio Tommaso, seu assistente pessoal, permanecia imóvel junto à mesa de carvalho, as mãos cruzadas à frente do corpo
— Você acaba de me entregar exatamente o que eu precisava: o ás que faltava para desmascarar as armações de Karen. Ela foi meticulosa, admito, mas ninguém j**a contra esta casa sem deixar um rastro de sangue ou papel.
Henry tomou um gole do uísque que estava próximo, os olhos fixos em um ponto invisível no horizonte, enquanto o silêncio na sala se tornava sufocante. De repente, ele se inclinou na direção de Antônio, a expressão endurecendo como aço frio.
— Mas há uma ponta solta que ainda me incomoda... e você sabe que eu odeio simetrias imperfeitas. Esse filho que ela jura esperar e dizer com tanto fervor que é meu. De quem ele é, Antônio? Quem é o pai?
Um sorriso de canto, gélido e predatório, surgiu nos lábios de Salvattore.
Antônio nervoso disse:
_"Isso ainda não descobrimos senhor. Deve ser de algum gigolô que ela esconde muito bem. Ou ela usou outros métodos para gerar essa criança na época."
Henry voltou para sua poltrona, mas a satisfação da vingança logo deu lugar a uma inquietação profunda. Ele buscou o próximo item da pauta.
_"E sobre Zoe?"
Perguntou ele, a voz subitamente mais baixa.

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