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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 123

EU QUERO OS REGISTROS MÉDICOS

O ar condicionado do gabinete de Karen, parecia não dar conta do calor que subia pelo seu rosto. Ela ajeitou a saia de grife, sentindo o leve aperto na cintura, a gestação dos gêmeos já passava dos três meses. Um lembrete constante de que o tempo corria, seu corpo mudava, mas seu status civil permanecia estagnado.

Pietro Russo foi anunciado por Nina, a assistente de Karen. Com a postura impecável de quem carrega segredos pesados demais para pessoas comuns. Ele colocou o envelope de couro sobre a mesa de carvalho com um estalo seco.

— Três semanas de monitoramento constante, Senhorita Taylor.

Disse Pietro, a voz rouca e desprovida de qualquer emoção.

Karen não perdeu tempo com cortesias. Seus olhos brilhavam com uma mistura de ansiedade e veneno.

— Vá direto ao ponto, Russo. O Henry... ele se encontrou com a imigrante brasileira? Ele esteve naquela empresa medíocre do Enzo ou em algum café escondido?

Pietro negou com a cabeça, cruzando os braços.

— No último mês? Zero contato físico ou visual. Henry tem se dividido entre a presidência aqui e as visitas ao Sr. Lorenzo no hospital. Ele é um homem vigiado pela própria rotina.

Karen soltou um suspiro pesado, mas não era de alívio. Era a frustração de não ter uma arma para usar contra a indiferença do noivo. Se Henry não estava com Zoe, por que diabos ele ainda não havia marcado a data do casamento? Por que o "luto" pela saúde do avô parecia ser a desculpa perfeita para deixá-la no limbo, mesmo ela carregando o herdeiro Salvattore há mais de quatorze semanas?

— No entanto...

Pietro continuou, inclinando-se para frente.

Se o rastro do Sr. Salvattore está limpo, o da ex-esposa trouxe algo curioso e novo.

Ele deslizou uma fotografia granulada de Zoe saindo de um prédio de fachada espelhada.

— Zoe Garcia visitou o Hospital Saint Mary quatro vezes nos últimos trinta dias. Em duas dessas ocasiões, ela permaneceu por mais de duas horas.

Karen franziu a testa, os dedos tamborilando na mesa.

— O que ela tem? Alguma doença? Estética?

— O setor, senhorita.

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