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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 156

O estalar coreografado dos flashes fotográficos ricocheteava no tampo de mogno polido da mesa de conferências principal do Grupo Mancini, criando constelações temporárias de luz na madeira escura. Enzo Mancini, impecável em um terno sob medida de corte italiano e fios de alta fiação, mantinha a espinha ereta e o semblante esculpido em uma serenidade inabalável. Até aquele exato segundo, a coletiva de imprensa com os jornalistas da prestigiada revista Construir & Evoluir seguia o roteiro meticulosamente desenhado pelo departamento de comunicação: gráficos holográficos exibiam projeções audaciosas de crescimento, mapas detalhavam a nova expansão imobiliária na Europa e os números consolidavam o grupo como a maior potência da construção civil contemporânea.

No entanto, a atmosfera na sala de reuniões mudou de densidade. O ar tornou-se subitamente rarefeito quando o editor-chefe da revista ajustou os óculos de armação de tartaruga e consultou suas notas impressas. As perguntas técnicas, os dados macroeconômicos e as métricas de sustentabilidade haviam terminado. O terreno, a partir de agora, seria estritamente pessoal e perigoso.

— Sr. Mancini...

Começou o jornalista, modulando a voz com uma precisão que capturou a atenção de todos os gravadores alinhados à mesa.

— Sabemos do sucesso estrondoso dos novos empreendimentos e do impacto das suas ações na bolsa de valores. Mas o mercado de alto padrão também se alimenta de tradições e alianças de sangue. A recente e triunfal volta de Francesca Valli a Milão reacendeu os rumores nos bastidores sobre a histórica parceria entre a sua família e os renomados vinhedos Valli. Existe alguma chance de essa aliança comercial ser selada novamente através do âmbito pessoal, considerando o antigo e célebre noivado de vocês?

O silêncio que se instalou na sala foi imediato e sufocante. Era o tipo de quietude onde o zumbido do ar-condicionado central parecia ensurdecedor e os gravadores digitais pareciam registrar até o ritmo cardíaco dos presentes.

Enzo sequer piscou. Seus olhos escuros fixaram-se no jornalista com uma calma fria, calculada. Com a elegância natural de quem nasceu em berço de ouro, mas sua capacitação levou o império Mancini a grandes patamares, ele inclinou o corpo levemente à frente, apoiando os antebraços na mesa. Quando começou a falar, sua voz ecoou perfeitamente modulada, firme e audível em cada canto do recinto.

— A parceria entre os Mancini e os Valli é um pilar histórico de respeito, tradição e sucesso mútuo no mundo dos negócios. Sempre fomos e continuaremos sendo aliados comerciais de primeira linha.

Respondeu ele, sustentando o olhar do editor sem hesitação.

— No entanto, as especulações sobre a minha vida pessoal não passam disso: folclore midiático. Meu relacionamento com Francesca Valli, hoje, limita-se ao âmbito estritamente profissional.

Ele fez uma breve pausa dramática. Desviou os olhos do jornalista e olhou diretamente para a lente da câmera principal, garantindo que sua fisionomia e suas próximas palavras não dessem margem a duplas interpretações ou edições maliciosas.

— A única mulher que tem o meu coração, a minha total devoção e o meu respeito chama-se Antonella Santtoro. Ela atualmente integra nossa equipe como estagiária do departamento de Relações Públicas. É ao lado dela que estou construindo o meu futuro, e é ela quem subirá ao altar comigo como minha futura noiva e esposa.

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