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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 167

O sol do final da tarde de Milão parecia ter sido encomendado. Seus raios dourados filtravam-se pelas copas das árvores centenárias, transformando o imenso jardim da mansão Salvattore em um verdadeiro cenário de conto de fadas. Tudo ali vibrava: balões em degradê de azul flutuavam ao sabor do vento suave, misturando-se ao som contagiante das risadas infantis que ecoavam perto do pula-pula e da gigante piscina de bolinhas. Era, finalmente, o tão esperado primeiro aninho de Henrico Salvattore.

Afastada por alguns instantes do burburinho, Zoe observava a cena. Seu coração parecia não caber no peito. Um filme rápido passou por sua mente; parecia que foi ontem que ela cruzava, apressada e cheia de papéis, os corredores do Grupo Salvattore. O contraste com o agora era avassalador. Ali, misturados à alta sociedade, estavam seus antigos colegas do departamento financeiro, rindo alto, e a querida Gioconda, a eterna chefe da copa, agora desfrutando de uma merecida aposentadoria, mas que fazia questão de rodar a festa paparicando a todos. Todos reunidos por um único motivo: celebrar a vida do filho dela com Henry.

Nada daquela perfeição, contudo, teria ganhado forma sem Juliana e Antonella. As duas haviam sido o chão de Zoe nos momentos mais caóticos da maternidade de primeira viagem e, nas últimas semanas, tinham literalmente colocado a mão na massa, alinhando do buffet às fitas dos docinhos.

Varrendo o jardim com o olhar viu Henry e Enzo conversndo com alguns amigos, Zoe encontrou os olhos de Antonella, que ajeitava o arranjo de uma das mesas. Ao vê-la, o peito de Zoe se encheu de uma felicidade dupla. Além do marco de Henrico, faltava exatamente um mês para o noivado de Antonella com Enzo Mancini.

O caminho deles, sabiam bem, estava longe de ser um mar de rosas. A mãe e a irmã de Enzo não disfarçavam o desdém pela união, destilando veneno sempre que podiam. Mas Enzo provara ser uma rocha. Inabalável, ele já havia deixado claro para quem quisesse ouvir: colocaria o anel no dedo de sua amada perante toda a elite milanesa, mostrando que o amor deles engolia qualquer preconceito familiar.

Caminhando entre os convidados com elegância, Zoe aproximou-se da amiga, tocando-lhe o ombro com carinho.

— Antonella, a festa está simplesmente maravilhosa!

Disse Zoe, com os olhos brilhando.

— Daqui a pouco vamos cantar o parabéns e cortar o bolo. Não sei nem como te agradecer por tudo.

Antonella virou-se, abrindo um sorriso caloroso que mascarava um pouco da sua própria ansiedade. Ela olhou em direção ao gramado, onde o aniversariante passava de colo em colo.

— Ah, Zoe, amiga... Olhe para ele! O Henrico está cada dia mais o clone do pai. Já estou até vendo o trabalho que esse menino vai dar quando ficar rapaz. Só tem um aninho e já é o mais disputado da festa, todo mundo querendo pegar no colo ao mesmo tempo!

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