Os dias que se seguiram transformaram a vida de Antonella Santtoro em um verdadeiro turbilhão. A mídia italiana não comentava outra coisa: o solteiro mais cobiçado de Milão, Enzo Mancini, finalmente seria um homem casado. O anúncio do noivado entre o poderoso e brilhante CEO do Grupo Mancini e a estagiária do departamento de Relações Públicas do Grupo Mancini dividiu a opinião pública. Nas colunas sociais, Antonella era aplaudida como a mulher forte e inteligente que soube conquistar o coração do magnata. Nos fóruns da alta sociedade, porém, o veneno corria solto; os tradicionalistas não aceitavam que Enzo escolhesse alguém que não vinha de um berço de ouro. Ainda assim, o casal era o assunto mais clicado e comentado do país.
Quando a noite do grande evento finalmente chegou, o luxuoso clube de Milão parecia saído de um conto de fadas moderno. Zoe e Juliana, as amigas fiéis de Antonella, andavam de um lado para o outro, inspecionando desde a prataria até o arranjo das flores, garantindo que tudo estivesse impecável.
Nos bastidores, vestido em um terno sob medida, Enzo tentava conter a ansiedade. A chegada de seu pai, Giorgio Mancini, trouxe um misto de alívio e amargura. Giorgio caminhou até o filho com o semblante cansado.
— Filho, eu tentei de tudo...
Desabafou o patriarca, tocando o ombro de Enzo.
— Mas Ada e Vittoria pegaram um voo para Paris ontem à noite. Elas preferiram fugir a ter que comparecer.
A rejeição da mãe e da irmã doeu, mas Enzo respirou fundo, engolindo o nó na garganta. Ele já conhecia o preconceito delas contra as origens de Antonella.
— Está tudo bem, papai. O importante é que o senhor está aqui, me apoiando no dia mais especial da minha vida.
Antes que a melancolia se instalasse, Henry, o melhor amigo de Enzo, entrou transbordando energia.
— Aqui está o noivo do ano! Meu amigo, o salão está impecável, tudo pronto!
Enzo sorriu, ajeitando os punhos da camisa, e tirou do bolso uma caixinha de veludo. Ao abri-la, o brilho de um diamante solitário perfeito iluminou o ambiente.
— Henry... eu estou muito feliz. Mas, meu Deus, o meu estômago está dando nós. Estou nervoso como nunca.
— Calma, coração de pedra, isso é amor!
Henry riu, mas logo mudou o tom, tomado pela curiosidade.

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