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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 185

— Deixe-me ver se entendi direito, Caterina...

Ele começou, a voz pausada,

— A diretora do departamento de Relações Públicas cometeu um erro de cálculo, raspou o para-choque do seu carro ontem no estacionamento por puro acidente, e você entra na minha sala exigindo que eu assine a demissão dela?

Caterina endireitou os ombros instantaneamente. O queixo subiu, os olhos semicerrados e a voz subindo um tom, perfeitamente ensaiada no papel de vítima injustiçada que ela dominava como ninguém:

— Você está minimizando as coisas, amor! Ela não foi apenas descuidada, ela foi insolente! Me insultou abertamente no meio do estacionamento da empresa, na frente de dois seguranças, e ainda riu da minha cara quando eu disse que o salário miserável que ela ganha aqui não pagaria sequer o verniz da pintura do meu carro.

Nicola soltou uma risada amarga, o som ecoando pelas paredes de vidro do escritório. Ele se recostou na cadeira de couro legítimo, cruzando os braços.

— E por causa de um desentendimento de trânsito de quinta categoria você acha razoável que eu demita uma profissional excelente? Menos, Caterina. Muito menos.

Ele gesticulou.

— Eu te compro um carro novo ainda hoje se você quiser, direto da concessionária. Peço para entregarem na sua casa com um laço vermelho. Não precisa cobrar um centavo dela, muito menos armar um escândalo corporativo desse tamanho por causa de um arranhão.

A menção ao carro novo não aplacou a fúria de Caterina. Pelo contrário, funcionou como gasolina no fogo. O insulto de ser tratada como uma criança birrenta a fez dar um passo violento à frente.

— Eu não quero a porcaria de um carro novo, Nicola! Eu quero que ela pague pelo que fez. Quero que ela sinta o peso do erro dela na carteira de trabalho e seja demitida hoje mesmo, por justa causa se for preciso. Eu quero essa mulher fora da minha frente até o fim do dia! Se não todos aqui não irão mais me respeitar como sua futura esposa.

O ambiente mudou instantaneamente.

— Isso eu não vou fazer! Porque aqui ninguém vai ousar te desespeitar, mas também quero que você respeite minha decisão.

A resposta veio seca, uma bofetada verbal.

— O assunto está encerrado, Caterina. E faça o favor de deixar a Juliana em paz. Ela é vital para a transição e a fusão da empresa neste trimestre.

O orgulho de Caterina quebrou por um segundo, a raiva dando lugar ao desespero ao perceber que o poder de sua fúria havia falhado. Rapidamente, ela recorreu à sua arma mais antiga, mais testada e mais eficaz: a fragilidade.

As lágrimas brotaram com uma facilidade assustadora em seus olhos grandes, brilhando sob as luzes embutidas do teto gesso. Ela recuou um passo, cruzando os braços sobre o peito como se estivesse desprotegida, a voz trêmula de pura frustração:

— Você nunca me disse um "não", Nicola... Nunca. E agora, de repente, você se levanta dessa cadeira para se impor desse jeito contra mim? Para defender uma funcionária qualquer? Uma empregada? Ela é mais importante do que eu agora?

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