A FAMÍLIA VALENTI
O silêncio finalmente começava a se instaurar na imponente mansão Salvattore. Após a partida das outras duas linhagens, o eco dos talheres e das conversas cruzadas deu lugar ao som suave do vento nas janelas. No grande salão de jantar, restavam apenas os anfitriões e a família Valenti.
Henry Salvattore levantou-se com a elegância que lhe era nata. Aproximou-se de Chiara com um sorriso polido.
— Foi um prazer inestimável recebê-los esta noite, Chiara.
Disse ele, estendendo a mão de forma impecável.
— Espero que o jantar tenha estado à altura da sua companhia.
Chiara, cujos olhos brilhavam com uma mistura de audácia e interesse, não hesitou. Ela segurou a mão dele, mantendo o contato visual por um segundo a mais do que o protocolo exigiria.
— O prazer foi meu, Henry. Mas confesso que a mansão tem mistérios que ainda não explorei. Eu adoraria voltar em breve, se o convite ainda estiver de pé.
Henry inclinou levemente a cabeça, mantendo o tom aveludado:
— As portas estarão sempre abertas. E, para que a cortesia seja plena, prometo fazer uma visita formal à família Valenti muito em breve.
Os olhos de Chiara se iluminaram. Mais do que a herança dos Salvattore, o que realmente a fascinava era o império de inovação que Henry comandava.
— Falando em visitas...
Continuou ela, com um sorriso perspicaz.
— Prepare-se para me ver com frequência na Salvattore Technologies. O que vocês estão fazendo com inteligência artificial é fascinante. Eu pretendo aparecer por lá para ver as novidades de perto.
Henry soltou uma leve risada, admirado com a determinação dela.
— Fico honrado com o seu interesse técnico. Só lhe peço um favor: me avise antes de ir. Minha agenda na empresa costuma ser um caos, e eu não gostaria que tivéssemos desencontros. Quero estar presente quando você chegar.

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