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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 222

En quanto isso na mansão Visconti. O silêncio na sala principal durou pouco. Caterina andava de um lado para o outro, os saltos estalando contra o mármore como contagem regressiva para uma explosão. Quando não aguentou mais o peso do próprio segredo, desabou.

— Ele mudou, mãe. Está distante, frio... É como se eu fosse sem valor para ele como antes.

Do outro lado do divã, Lucrécia Visconti ergueu os olhos do seu espumante. O tom da filha não era de drama passageiro; havia humilhação ali.

— Homens têm fases, Caterina. O que exatamente aconteceu?

Exigiu a matriarca, a voz afiada.

Caterina hesitou. O orgulho ardeu na garganta, mas a raiva falou mais alto. Ela se aproximou da mãe, baixando o tom de voz para um sussurro trêmulo, mas carregado de veneno:

— Na última vez... ele simplesmente não funcionou. O Nicola me rejeitou, mãe. O desejo dele sumiu!

Lucrécia cravou os dedos no braço do sofá, a indignação faiscando no olhar. A taça de cristal quase cedeu à pressão de sua mão. Um Visconti rejeitado? Aquilo era um insulto pessoal.

— Eu sabia!

Lucrécia levantou-se abruptamente, a postura rígida como uma muralha.

— Eu avisei que essa palhaçada de namoro falso com aquela... aquela subordinada ia acabar cruzando a linha! Ele está deixando o papel entrar na cabeça dele, Caterina. Esse joguinho ridículo com a funcionária está sabotando o que é real. Está destruindo o seu futuro noivado, o namoro dele é para te proteger e não te afastar.

As palavras da mãe foram o estopim. O desespero de Caterina evaporou, dando lugar a uma fúria cega. Ela encarou a mãe, os olhos semicerrados, a voz vibrando com uma promessa perigosa.

— Eu não vou aceitar ser trocada, muito menos perder o Nicola para uma ninguém.

Cuspiu Caterina, os punhos cerrados.

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