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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 29

NA MANSÃO VALENTI

O relógio de carvalho no hall de entrada da mansão Valenti badalou as dezenove horas, ecoando o início de uma noite que prometia ser tão estratégica quanto um lance de mestre em um tabuleiro de xadrez. Quando as portas se abriram, Henry Salvattore entrou com a postura impecável de quem não apenas carrega um sobrenome de peso, mas comanda o destino da Salvattore Technologies.

Marco Valenti foi o primeiro a se aproximar, com um sorriso largo que não escondia sua satisfação comercial. Ao seu lado, Bianca, a personificação da elegância aristocrática, exibia um olhar radiante. Para os Valenti, a presença de Henry não era apenas uma cortesia social; era a validação de que sua linhagem continuava no topo.

— Henry, meu caro!

Marco exclamou, apertando a mão do jovem presidente com firmeza.

— Pontual como sempre. É um prazer recebê-lo em nossa casa.

— O prazer é todo meu, Marco. Bianca, você está radiante.

Henry respondeu com a cordialidade polida que era sua marca registrada, embora seus olhos permanecessem analíticos, mapeando o ambiente.

No topo da escadaria, Chiara Valenti observava a cena. Aos 23 anos, ela sabia exatamente o efeito que causava. Descendo os degraus com uma graça calculada, ela se aproximou do grupo, seus olhos fixos em Henry.

— Henry, que bom que conseguiu um tempo em sua agenda impossível e nos agraciou com sua presença hoje.

Disse ela, inclinando o rosto levemente.

— Estava lendo sobre os novos avanços da sua empresa na Forbes. É fascinante como você está transformando a Salvattore Technologies em algo tão... indispensável. Assim como você.

Na mente de Chiara, o jantar era apenas uma formalidade para o que ela considerava inevitável. Ela já conseguia visualizar as manchetes, o altar da catedral e, acima de tudo, o título que tanto cobiçava: Senhora Salvattore. Para ela, Henry era o prêmio final, e ela já se sentia a vencedora.

Enquanto o grupo se dirigia à sala de jantar, Sofia, a caçula de 20 anos, aproximou-se da irmã, sussurrando com um sorriso de canto de boca que só as duas entendiam.

— Ele é o homem soltero mais cobiçado da Itália nesse momento, não é?

Sofia murmurou, segurando a taça de cristal.

— Você está impecável, Chiara. O olhar dele está preso em você.

Chiara retribuiu com um aceno quase imperceptível. Sofia não era apenas sua irmã; era sua confidente e a arquiteta de muitos dos planos que colocaram Chiara no caminho de Henry. Onde uma agia com charme, a outra observava as brechas.

Henry se sentava na mesa, sentindo o peso das expectativas dos Valenti sobre seus ombros. "Mas o silêncio de um Salvattore nunca deve ser confundido com distração."

O jantar foi servido logo em seguida, e a conversa na mesa era formal, Chiara sempre impecável passava o ar da moça que foi muito bem educada. As nove e meia da noite o jantar já havia terminado, mas a conversa na sala de visitas continuava.

O salão da mansão Valenti exalava o perfume caro das orquídeas frescas e champanhe vintage. Chiara, vestida em um seda champanhe que parecia moldado ao seu corpo, não permitia que um único fio de cabelo saísse do lugar. Ela olhava Henry como se ele fosse o centro de gravidade do próprio universo.

_"Henry, querido, eu estava lendo o relatório trimestral da Salvattore Technologies,"

Ela começou, a voz aveludada e carregada de uma admiração absoluta.

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