Após a música agitada terminar, Antonella e Juliana sairam da pista de dança, ofegantes e rindo, quando seus olhares pousaram simultaneamente no centro da pista.
Lá estava Zoe. Mas ela não estava sozinha.
Zoe estava entregue a um beijo cinematográfico com um homem que, mesmo sob a iluminação frenética, irradiava uma beleza magnética. O choque inicial de Antonella foi tão grande que ela segurou o braço de Juliana com força.
_"Meu Deus, Ju! Quem é aquele?"
Antonella gritou por cima do grave da música, os olhos arregalados.
Juliana estreitou o olhar, tentando processar a cena. A postura do homem, a roupa casual e a forma como ele envolvia a cintura de Zoe eram familiares demais. De repente, a ficha caiu.
_"Antonella... não é um estranho".
Juliana sorriu, a surpresa se transformando em pura euforia.
_"É o Lucca! O gato Lucca da Salvattore Technologies!"
As duas se entreolharam, em um misto de "eu sabia" e "finalmente". Elas estavam esperando Lucca chegar a noite toda, mas não imaginavam que ele seria tão direto. Ficou claro que, enquanto elas se distraíam na dança, ele não perdeu um segundo sequer.
Zoe estava deslumbrante naquela noite, e Lucca, pelo visto, decidiu que aquela era a hora de enterrar de vez a fachada de "apenas colegas de trabalho".
As amigas estavam frenéticas, sentindo a adrenalina do momento, mas tiveram o bom senso de não interromper. Elas se afastaram um pouco, observando o casal que parecia estar em sua própria bolha particular, alheio aos batimentos da balada.
Antonella se aproximou do ouvido de Juliana, com um brilho de certeza no olhar e um sorriso cúmplice:
_"Zoe pode esquecer a nossa carona de volta, Ju. Tenho certeza absoluta de que o Lucca vai levar ela para casa hoje."
Juliana apenas assentiu, levantando o drink em um brinde com um vasto sorriso no rosto. Quem poderia imaginar que um lindo casal acabava de surgir na Salvattore?
O silêncio que se seguiu ao beijo era carregado de uma eletricidade que nem mesmo a música mais alta do salão seria capaz de abafar. Lucca e Zoe permaneciam próximos, as testas coladas, sentindo a respiração um do outro recuperar o ritmo.
Zoe abriu os olhos devagar, o brilho das luzes refletido em suas pupilas ainda dilatadas pela surpresa e pelo desejo. Ela entreabriu os lábios, a voz querendo emergir para dar sentido ao que acabara de acontecer.
— Lucca, eu... eu não sei o que dizer...
Começou ela, com a voz falha.
Antes que a primeira frase pudesse ser concluída, Lucca esboçou um sorriso de canto, carregado de uma ternura que Zoe ainda não conhecia. Ele levou a mão ao rosto dela e, com o dedo indicador, tocou suavemente seus lábios, pedindo silêncio.
— Não precisa dizer nada, Zoe.
Sussurrou ele, a voz rouca.
— Tem momentos que as palavras só servem para tentar explicar o que o coração já entendeu sozinho.
A última nota da canção romântica ecoou e desapareceu, dando lugar ao burburinho animado do restante da boate. Lucca segurou a mão dela com firmeza, entrelaçando seus dedos, e a conduziu para fora da pista.
Ao se aproximarem da mesa, o clima era de pura euforia. Antonella e Juliana não faziam o menor esforço para disfarçar os sorrisos de orelha a orelha. Assim que os dois se sentaram, Juliana foi a primeira a disparar:

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