O CASAL PREFERIDO PELAS AMIGAS
Logo cedo o vapor do café recém-passado preenchia a copa da Salvattore, misturando-se ao tilintar das colheres de metal contra as xícaras de porcelana. Entre garrafas térmicas e bandejas de croissant, o clima era de pura efervescência, e não era por causa da cafeína.
Antonella e Juliana mal conseguiam parar as mãos enquanto organizavam os carrinhos. Os olhos de Antonella brilhavam com a fofoca retida.
— Zoe, eu ainda não superei!
Exclamou Antonella, ajeitando os guardanapos com uma agilidade impressionante.
— Aquela iluminação da Bobino Milano, a música... e do nada, você e o Lucca! Aquele beijo parecia cena de cinema.
Juliana deu uma risadinha, empurrando o carrinho de sucos para perto da amiga.
— O faxineiro mais gato que essa empresa já viu e a nossa Zoe. Foi o ponto alto da noite de sábado, com certeza!
Zoe, que até então apenas sorria timidamente enquanto conferia o estoque de adoçantes, soltou um longo e sonhador suspiro.
— Meninas, eu acho que estou perdendo o controle.
Confessou Zoe, com as bochechas coradas.
— Eu sinto que o que temos está crescendo rápido demais. No domingo, ele foi almoçar lá em casa.
— O quê?!
As duas gritaram em coro, quase derrubando uma bandeja de prata.
— Sim! Ele conheceu a minha mãe. E vocês conhecem a dona Laura, ela é exigente. Mas o Lucca foi tão gentil, tão educado... Ela ficou encantada por ele.
O momento romântico foi subitamente interrompido quando Antonella avistou um jornal deixado sobre a mesa de apoio. Ela o puxou com avidez, folheando as páginas de celebridades até que um grito agudo ecoou pelo recinto.
— MEU DEUS! OLHEM ISSO!

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