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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 48

A ENTREGA

Naquele momento no quarto, tudo parecia a mais pura das verdades. Henry, sob o peso do disfarce de Lucca, sentia o coração martelar contra as costelas, não pelo medo de ser descoberto, mas pela intensidade do que estava prestes a viver.

Zoe era puro tremor. A cada carícia de Henry, a pele dela reagia como se reconhecesse uma alma que o nome "Lucca" não conseguia esconder. O desejo ali não era apenas físico; era uma força magnética que os puxava para o centro um do outro.

Quando as roupas finalmente cederam e o corpo de Zoe ficou exposto sob a luz tênue, Henry parou por um segundo, o fôlego roubado pela visão. Ele esqueceu o script, esqueceu o disfarce e deixou a voz de sua própria alma escapar:

— Você é perfeita... linda como uma pintura que nenhum artista seria capaz de terminar...

Sussurrou ele, os olhos devorando cada curva com uma adoração quase religiosa.

O que se seguiu foi uma sinfonia de entrega. O quarto foi invadido por gemidos baixos e sussurros de promessas que flutuavam no ar. Para Zoe, era a consumação de um sonho; para Henry, era o doce suplício de amar sendo outro, enquanto sentia cada centímetro dela como se fosse a primeira e a última vez.

Horas depois, o calor do quarto deu lugar ao vapor do banheiro. Sob o jato de água morna, o clima de urgência transformou-se em uma ternura profunda. Henry lavava as costas de Zoe com uma delicadeza que beirava o sagrado. Não havia mais espaço para máscaras ali; o amor entre os dois era pulsante, vibrando no toque das mãos ensaboadas e nos olhares longos que trocavam entre as gotas de água.

Eles não precisavam de palavras. O cansaço era um troféu, e o silêncio era preenchido pelo som da respiração ritmada de quem finalmente se encontrou.

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Às onze e meia da noite, o carro deslizava silencioso pela estrada de volta a Milão, somente o sentimento entre eles falava alto. Pela janela, as luzes de Monza ficavam para trás, mas o quarto naquela cidade permaneceria marcado para sempre. Eles deixavam para trás os ecos de uma entrega absoluta, levando consigo o peso de um segredo e a leveza de um amor que, mesmo envolto em sombras, brilhou com a força de mil sóis.

Será que Henry conseguirá manter o disfarce agora que a conexão entre eles atingiu esse nível de profundidade?

O silêncio da meia-noite envolvia a rua deserta, iluminada apenas pelos postes amarelados que refletiam no capô do carro parado em frente ao prédio de Zoe. Por trás do disfarce de Lucca, os olhos de Henry buscavam os dela com uma intensidade que nenhuma máscara poderia esconder.

Antes que ela pudesse tocar a maçaneta, o tempo pareceu suspender-se. Henry aproximou-se e, em um movimento fluido, selou seus lábios nos dela. Foi um beijo carregado de uma saudade antecipada e de um amor que transbordava, reacendendo a chama que os unia de forma inevitável.

Ao se afastarem lentamente, Zoe respirou fundo, o rosto ainda próximo ao dele. Um sorriso iluminado surgiu em seus lábios.

— A minha primeira vez...

Ela sussurrou, a voz doce e levemente embargada.

— Foi maravilhosa, Lucca. Foi tudo perfeito, exatamente como eu sonhei.

Henry sorriu, um sorriso que desarmava qualquer disfarce. Ele acariciou o rosto dela com o polegar, sentindo a maciez de sua pele.

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