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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 51

O escritório de Henry era exatamente como ele: organizado, austero e levemente intimidador. Chiara, porém, sentia-se em casa. Ela não foi até a mesa dele; respeitava o espaço de trabalho do futuro marido. Em vez disso, caminhou até o sofá de couro italiano no canto da sala.

O relógio de parede marcava 10:30. Ela sabia que o ponteiro não chegaria as onze antes que Henry cruzasse aquela porta.

Chiara deixou sua bolsa de lado, no centro da mesa de centro, havia uma edição recente de uma revista de arquitetura e negócios.

Ela se acomodou, cruzando as pernas e folheando as páginas, mergulhando nas imagens de coberturas em Nova York enquanto o silêncio da sala era apenas quebrado pelo tique-tique suave do relógio.

O ar condicionado da presidência do Grupo Salvattore parecia soprar uma frieza que combinava perfeitamente com a postura de Chiara Valenti. Sentada na poltrona de couro italiano, ela conferiu o relógio de pulso: faltavam exatamente vinte minutos para Henry Salvattore cruzar aquela porta.

Tudo precisava estar impecável. Henry não tolerava mediocridade, e Chiara, menos ainda. Ela esticou o braço e apertou o botão do ramal da copa.

Na copa, o som agudo do telefone interrompeu o breve momento de paz de Zoe, que organizava as bandejas de prata. Ela atendeu com a polidez automática de quem já sabia quem estava do outro lado antes mesmo de ouvir a voz.

— Copa, Zoe falando.

— Garota, preste atenção.

A voz de Chiara veio cortante, sem saudações.

— O senhor Salvattore chega em breve. Quero dois cafés servidos no gabinete às onze e quinze, sem atrasos.

— Pois não, Senhorita Valenti. Já vou preparar o...

— Não é qualquer café!

Chiara a interrompeu, o tom subindo um degrau na escala da exigência.

— Use apenas os grãos importados da reserva especial. Quero que sejam torrados levemente e moídos agora. E a temperatura da água não pode ultrapassar os 92 graus, ou o sabor será arruinado. Fui clara?

Do outro lado da linha, Zoe afastou o fone do ouvido por um segundo e revirou os olhos com tanta força que chegou a sentir uma leve tontura. Ela suspirou, pegando a caneta para anotar as especificações quase astronômicas.

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