TURISMO EM ROMA
No dia seguinte, o ar na sala de jantar da mansão Salvattore era tão denso que poderia ser cortado com uma faca. O silêncio era opressor. Zoe mantinha os olhos baixos, focada em sua refeição, sentindo o peso do olhar de Valentina e do Patriarca Lorenzo sobre si. Ela era uma intrusa em um ninho de víboras.
Valentina, elegantemente vestida e com um brilho malicioso no olhar, tomou um gole de seu vinho antes de quebrar o silêncio.
— Lorenzo, querido, você não vai acreditar... Karen me ligou hoje à tarde.
Zoe sentiu um estalo na espinha. O nome de Karen agia como um gatilho. Karen não era apenas a sócia de Henry; ela era a mulher que a família Salvattore desejava que estivesse no lugar de Zoe.
Lorenzo, percebendo a deixa e notando o leve tremor nas mãos da esposa de seu neto, deu um sorriso de canto.
— Ah, sim? E como está a viagem em Roma? Karen está gostando?
Ele perguntou, a voz carregada de uma falsa cortesia que visava apenas ferir.
— Ela está amando!
Valentina soltou uma risadinha leve, observando Zoe pelo canto do olho.
— Inclusive, ela me contou que os problemas na filial de Roma foram resolvidos na quarta-feira. Tudo fluiu perfeitamente.
O sangue de Zoe gelou. Quarta-feira? Hoje era sexta. Ontem, na quinta, ela havia ligado e enviado mensagens para Henry várias vezes, e ele mal respondera, e quando respondeu alegou "estar "enterrado em trabalho. A palidez tomou conta do rosto de Zoe, que parou de comer imediatamente, levantando o olhar para encontrar o rosto vitorioso de Valentina.

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