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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 93

ELA SAIU DA MANSÃO

Naquela segunda-feira do dia seguinte, Zoe acordou antes do sol. Ela não esperou pelo café da manhã e muito menos pelo motorista. Caminhou até a garagem e deslizou para o banco do motorista do conversível que Henry lhe dera de aniversário seis meses atrás. Na época, ele achou que era um presente de luxo; para ela, foi o instrumento de sua liberdade. Ao girar a chave, Zoe sentiu o peso da independência que conquistara ao tirar a habilitação: ela não precisava mais dele para se locomover, nem para respirar.

Ao chegar na Salvattore Technologies, seu foco era claro. Ela evitou o último andar como se o ar lá fosse tóxico. Sabia que Henry e Karen estariam por lá, imersos na rotina de uma traição que ele jurava não existir. O celular de Zoe vibrou incessantemente sobre a mesa. O nome "Henry" brilhava no visor, mas ela apenas o virou de cabeça para baixo.

"A covardia dele em Roma não foi apenas um deslize; foi o ponto final," ela pensou, os olhos ardendo enquanto percorriam as colunas gélidas dos relatórios. Os gráficos de desempenho na tela pareciam cicatrizes pulsando em vermelho, evidências físicas de uma omissão que ela não podia mais ignorar. Para ela, o fracasso era administrável, mas a dissimulação era imperdoável. Encarando aquele emaranhado de números maquiados, a conclusão era amarga, esconder a verdade é um veneno muito mais letal do que o simples ato de admitir um erro."

Enquanto Henry tentava cercá-la com ligações e desculpas vazias, Zoe passava as tardes em visitas discretas. Ela precisava de um novo lar antes que sua mãe, Laura, retornasse do Brasil. O apartamento que escolheu tinha vista para a cidade, longe das paredes sufocantes da mansão.

A semana foi um campo de batalha na mansão. Henry dizia:

_"Olha para você... isso é pura birra, e nós dois sabemos disso. Você quer que eu assine esses papéis agora, no calor do momento? Esquece. Eu não vou dar o fim ao nosso casamento por causa de uma confusão que você se recusa a ouvir. Quando você parar de projetar essa raiva e quiser conversar como adulta, eu estarei no escritório. Até lá, o papel continua em branco."

Zoe:

_"Não se atreva a chamar isso de birra, Henry. O que eu sinto por você agora é um desprezo profundo, fruto direto dessa sua falta de caráter crônica. Não há mais espaço para discussão, nem para as suas desculpas. O apartamento já está alugado, o contrato está assinado e a sua chance de consertar qualquer coisa acabou de passar pela porta."

O avô e tia de Henry, pareciam felizes demais com todo esse caos no casamento de Henry e Zoe.

_ "Assine logo, Henry! Acabe com isso de vez."

Lorenzo aconselhou durante um jantar tenso.

_"A Zoe não pertence ao nosso mundo."

Acreditando que a distância acalmaria os ânimos, Henry cometeu seu erro final: viajou a negócios para fora da Itália. Karen, a pivô do caos, permanecia na empresa, mas evitava cruzar o caminho de Zoe, que agora geria sua vida pessoal com uma frieza impecável.

Duas semanas depois, o jato particular de Henry pousou em solo italiano. Ele entrou na mansão com um sorriso ensaiado, esperando encontrar uma Zoe arrependida. Em vez disso, encontrou o silêncio.

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