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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 97

OS PAPÉIS DO DIVÓRCIO

Uma semana depois, o silêncio no gabinete da Salvattore era denso, quebrado apenas pelo zumbido suave do ar-condicionado. Henry encarava o horizonte através da parede de vidro, mas sua mente estava em um looping constante de negação.

Quando o interfone tocou e a voz da secretária Fiorella, anunciou Dominic Pausini, o estômago de Henry afundou. Ele sabia. No fundo, ele sempre soube que Zoe não era de blefar, mas o ego o fizera acreditar que o tempo seria seu aliado.

Dominic entrou com a postura impecável e a neutralidade profissional que Henry detestava. O cumprimento foi breve.

— Em nome da senhora Zoe Salvattore,

Disse Pausini, estendendo o envelope pardo.

— Ela já assinou todos os termos. Agora, só depende do senhor.

Ao tocar o papel, a frieza do material pareceu queimar os dedos de Henry. Suas mãos, sempre firmes para fechar negócios multimilionários, tremiam visivelmente. Ele não abriu o envelope; o peso das assinaturas dela ali dentro já era suficiente para esmagar sua confiança.

— Eu vou falar com a minha esposa primeiro.

Henry declarou, a voz rouca, tentando recuperar uma autoridade que sentia escorrer por entre os dedos.

Assim que o advogado cruzou a porta de saída, a máscara de Henry caiu. A fúria borbulhou, misturada a um desespero que ele se recusava a nomear. Ele passou uma semana esperando que ela "esfriasse a cabeça", convencido de que o luxo da mansão Salvattore e a história que construíram durante um ano de casados a trariam de volta por vontade própria.

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