— Pelo jeito, meu advogado já te procurou para assinar os papéis do divórcio.
Disse ela, sem rodeios, a voz desprovida de qualquer emoção.
Henry explodiu. Ele bateu com as mãos na mesa de carvalho, inclinando-se sobre ela.
— Eu não vou assinar nada!
Gritou ele, a raiva transbordando.
— Pare de ser infantil, Zoe! Acabe com esse teatro e volte agora mesmo para a mansão Salvattore.
Zoe soltou uma risada seca, desdenhosa. Ela se recostou na cadeira, cruzando os braços.
— Voltar para aquele ninho de cobras? Eu não sou trouxa, Henry. E sou menos trouxa ainda para voltar para um homem que não sabe o que significa a palavra "prioridade". Eu nunca fui sua esposa como devia ser. Quando você viajava era sua esposa que você levava?
O ímpeto de Henry pareceu murchar. Ele soltou um suspiro longo, passando a mão pelo cabelo impecavelmente penteado, agora desordenado. O brilho de fúria nos seus olhos foi substituído por algo que parecia... dor.
— Zoe... eu sinto sua falta...
Ele murmurou, a voz subitamente rouca.
— Eu te amo. Droga, eu estou sofrendo sem você na minha vida. Nada faz sentido naquela casa vazia.
Zoe levantou-se lentamente. Ela contornou a mesa, aproximando-se dele até que estivessem a poucos centímetros de distância. Ela buscou os olhos dele, aqueles olhos que um dia foram seu porto seguro, e sustentou o olhar com uma dureza inabalável.

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