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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 160

A vida tem um jeito estranho de nos dar t***s inesperados na cara.

Alexander e eu fazíamos de tudo para lidar com a incerteza que nos rondava, mas a verdade é que algumas coisas simplesmente não podem ser evitadas.

Como naquela noite. Fui dormir nos braços do meu marido, como sempre. E acordei em uma cama de hospital.

Por um segundo, meu cérebro se recusou a processar a mudança drástica de ambiente. O soro conectado ao meu braço, as luzes fortes do quarto, a sensação de fraqueza invadindo meu corpo.

O pânico se instalou antes que eu pudesse evitar.

Meu bebê.

Meu coração disparou, mas então… senti. Um leve movimento na minha barriga. Ainda estava ali. Ainda lutando.

Soltei um suspiro trêmulo, aliviada. Mas não tive tempo para mais nada, porque Alexander se mexeu ao meu lado, despertando como se estivesse em alerta máximo.

Assim que abriu os olhos e me viu acordada, descruzou os braços ao meu redor e se inclinou sobre mim, a tensão em seu rosto tão visível que me fez prender a respiração.

— Charlotte…

Ele não esperou por mais nada. Seus lábios tomaram os meus com uma intensidade voraz, sem hesitação, sem resquícios da frieza habitual. Era como se estivesse me marcando, como se precisasse se certificar de que eu ainda estava ali.

Beijou meu rosto, meu pescoço, deslizou os lábios até meus ombros.

Fiquei momentaneamente atordoada, porque, veja bem, eu tinha acabado de acordar. Em um hospital. Sem a menor ideia do que diabos tinha acontecido comigo.

Tentei afastá-lo de leve, querendo ao menos entender onde eu estava e por quê, mas isso apenas fez com que ele mordiscasse minha orelha e sussurrasse, rouco:

— Me beije, por favor.

Aquilo me atingiu como um choque elétrico. Meu cérebro, que ainda tentava raciocinar de forma lógica, simplesmente… desligou. Meu corpo respondeu antes que eu pudesse pensar e, quando percebi, já o estava beijando de volta.

Foi um erro. Porque, assim que minha boca encontrou a pele dele, foi como se eu tivesse destravado alguma coisa dentro de Alexander.

Ele me puxou com mais força, suas mãos deslizando por baixo do tecido da minha roupa de hospital, impacientes, possessivas. O ar entre nós ficou pesado, carregado de desejo. Suas mãos desceram pelo meu corpo, traçando um caminho perigoso.

E foi só nesse momento que minha consciência retornou, gritando:

Charlotte, você está em um hospital, sua gravidez é de risco, isso claramente não é uma boa ideia!

— Alexander… — Minha voz saiu fraca, ofegante. — Você precisa parar.

Ele diminuiu o ritmo, mas não se afastou. Sua respiração era quente contra minha pele quando murmurou, com uma vulnerabilidade que me desmontou:

— Não consigo.

Fechei os olhos, segurando seu rosto entre as mãos.

— Você consegue.

Por fim, ele se acalmou. Ainda estava sobre mim, ainda segurando meu rosto, mas seus olhos já não carregavam aquele desespero avassalador. Aproveitei o momento para finalmente perguntar:

— O que aconteceu? Eu me sinto… estranhamente fraca.

Alexander se afastou só o suficiente para me olhar, o maxilar travado.

— Você teve uma complicação. Precisaram te trazer de volta ao hospital.

Franzi o cenho.

— Complicação? Por que eu não me lembro de nada? Eu estava inconsciente o tempo todo? Que horas são?

Antes que ele respondesse, comecei a procurar meu telefone. O quarto estava escuro, as luzes artificiais ligadas, e eu não fazia ideia se era dia ou noite.

Meu olhar encontrou a capa roxa do aparelho sobre a mesa de cabeceira. Peguei-o rapidamente e conferi a hora.

Oito da noite.

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