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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 157

POV: Charlotte

Um dia se passou. Depois dois. Uma semana… depois duas…

Meses se seguiram… e meu filho ainda estava aqui. Vivo.

Se eu tinha alguma dúvida de que essa criança herdaria os genes teimosos de Alexander, ela foi completamente pulverizada. Porque só isso explicaria como, contrariando qualquer lógica médica, ele ainda resistia.

Juro que quando esse diabinho decidir nascer, vai ser do jeito dele. Vai simplesmente sair, sem aviso, sem alarde, e me olhar com aquela expressão fria e calculista que o pai dele já domina tão bem.

E por falar nisso… É um menino.

— O feto está se desenvolvendo dentro das normas.

A médica parecia surpresa. Muito surpresa.

— Ah, que bom — murmurei, tentando conter um sorriso.

Mas ela não se deu por satisfeita e repetiu, como se eu não tivesse entendido.

— Ele está normal. Crescimento normal. Sem anormalidades.

— Graças a Deus!

E então, como se seu cérebro recusasse essa informação, ela revisou tudo. Relatórios, cálculos, datas. Fez questão de garantir que não estava errada antes de soltar um comentário satisfeito:

— Seu filho é um lutador.

Como se eu já não soubesse disso.

A realidade é que minha gravidez deveria ser um desastre. Meu corpo não era exatamente o ambiente mais acolhedor para um bebê, e todos os prognósticos indicavam um crescimento comprometido, peso abaixo do esperado e… um desfecho que eu evitava pensar.

Alexander e eu nunca falamos sobre o nascimento, nunca discutimos como seria quando ele finalmente chegasse. Porque todos os fatos gritavam que ele não chegaria.

Mas ele continuava aqui. E nós nos agarrávamos a cada dia como um milagre.

Com o tempo, a gravidez passou a ser… menos um pesadelo. Diferente da maioria das mulheres, que começam a sofrer com os sintomas conforme os meses avançam, eu sentia que as coisas estavam ficando mais fáceis. O simples fato de não estar gritando de dor já era um alívio além do que eu poderia pedir.

Não foi algo repentino, não acordei um dia e percebi que a tempestade havia passado. Foi um processo lento. Um respiro de cada vez. Se não fosse assim, tenho certeza de que teria enlouquecido. Minha algofobia não teria me permitido sobreviver ilesa. Precisei de um exército de médicos e remédios para não sucumbir. E, toda vez que tomava alguma medicação, rezava para que não prejudicasse meu bebê.

Mas, em meio a tudo isso, me dei conta de algo absurdo:

Eu estava tão focada em sobreviver que negligenciei a única pessoa que esteve ao meu lado o tempo inteiro.

Alexander.

Ele esteve ali, sempre. Nos dias bons — que não eram muitos — e, principalmente, nos dias terríveis. Mesmo quando eu mal conseguia enxergar além da minha dor, ele estava lá. E era simplesmente humano querer saber como ele estava lidando com tudo isso.

Então, tracei um plano:

Vestir algo bonito.

Sorrir.

Fingir que estou bem para não assustá-lo.

Infelizmente, o primeiro item já falhou miseravelmente. Porque, não importa o que eu fizesse, meu reflexo no espelho ainda parecia frágil. Doentio.

Então, descartei a parte de parecer maravilhosa e foquei no que dava para salvar: vesti o maior vestido que tinha para esconder minha magreza e esbocei o melhor sorriso que consegui.

Quando Alexander chegou ao hospital para me ver, fui direta:

— Como você está?

Ele não respondeu de imediato. Em vez disso, me analisou por um longo instante antes de murmurar:

— Você parece melhor hoje.

Ah, então era assim? Respondendo minha pergunta com uma observação neutra?

Dei um tapinha no espaço ao meu lado na cama. Ele entendeu o recado e se sentou ali, e eu aproveitei para reformular a conversa.

— Estou muito melhor. O médico disse que terei alta amanhã. Isso é a melhor notícia que recebi em anos. E você? O trabalho está indo bem?

Dessa vez, ele respondeu. E, claro, começou um monólogo sobre atualizações, progressos, números e estratégias corporativas que eu honestamente não ouvi. Só percebi que ele pretendia continuar quando tive que interrompê-lo.

— Sinto falta de estar em casa com você.

Isso, sim, fez efeito. Foi como apertar um botão de pausa em Alexander. Ele simplesmente… parou.

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