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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 162

Alexander ainda é um homem difícil de ler.

Por exemplo, achei que ele estivesse perfeitamente bem com meu sogro segurando Dominic. Mas, assim que chegamos à mansão, ele simplesmente decidiu que já era o suficiente.

Nem me lançou um olhar antes de sair do carro e atravessar o pátio como se estivesse em uma missão de resgate. Normalmente, ele me deixaria uma ordem seca, como "Espere aqui", "Não saia do carro" ou qualquer outra de suas frases autoritárias. Mas, dessa vez? Nada. Ele simplesmente me esqueceu.

Foi direto até o carro do pai, abriu a porta, pegou Dominic nos braços e, quando já estava virando as costas para ir embora, se lembrou de soltar um breve:

— Obrigado.

Ou seja, "Seu tempo acabou, estou levando meu filho de volta".

O Sr. Jackson ficou com o rosto vermelho de indignação, e eu tive que morder a língua para não rir.

No início, achei que ele tivesse sido dominado pelo ciúme paterno. Afinal, considerando seu histórico de ciúmes maritais, isso fazia todo sentido.

Mas então…

Ele se aproximou de mim, Dominic seguro em seus braços com o maior cuidado do mundo, e disse, com uma doçura que fez meu coração se encolher:

— Charlotte, vamos segurá-lo juntos. Vou pedir para alguém gravar um vídeo nosso voltando para casa com ele pela primeira vez. Esses momentos precisam ser documentados.

Meu peito se aqueceu. O sorriso surgiu no meu rosto antes mesmo de eu perceber. Se estivéssemos sozinhos, eu teria dito naquele instante o quanto o amava.

Meu marido sempre foi cheio de surpresas.

***

O silêncio de Alexander tem peso. Por exemplo, naquela noite, quando Dominic finalmente dormiu, tivemos a primeira reunião familiar sobre seu futuro. A mãe de Alexander foi direta:

— Ele precisa ser apresentado como um Speredo o quanto antes. Caso contrário, as pessoas começarão a questionar sua linhagem.

— A saúde dele é o mais importante agora. Todo o resto deve ser adiado até que ele esteja mais forte — meu sogro rebateu, surpreendendo a todos.

Vovó acrescentou algo em apoio à sogra, Lily concordou com o pai e, em questão de minutos, a conversa virou um campo de batalha verbal.

Todos tinham algo a dizer. Menos Alexander. E isso me irritou profundamente. Depois de um tempo observando meu marido sentado ali, completamente indiferente ao caos ao seu redor, explodi:

— Você não é o pai dele? Não tem nada a dizer? Diga alguma coisa!

Alexander ergueu os olhos para mim, tranquilo como se estivesse esperando o momento exato para se manifestar. Então, com aquela calma irritante, respondeu:

— Você já disse. Eu sou o pai dele. Então, por que eu deveria discutir minhas decisões sobre meu filho com qualquer outra pessoa além da mãe dele?

O silêncio na sala foi imediato. Os olhos dos mais velhos quase saltaram das órbitas. Mas, mesmo quando expressaram seu descontentamento muito claramente, Alexander simplesmente os ignorou.

E, como mãe do seu filho, não seria nada vantajoso para mim me opor a ele. Então fiz o que qualquer mulher sensata faria: fingi que não vi nada. No final, Alexander decidiu que toda essa discussão era irrelevante e que Dominic seria apresentado à sociedade quando e se ele achasse necessário.

Ou seja, ele ignorou a todos nós. Inclusive a mãe do próprio filho.

Meu marido sempre foi teimoso, escondido sob um mar de calma e equilíbrio. Mas também pode ser surpreendentemente tagarela.

Por exemplo, quando finalmente voltamos para o nosso quarto e nos sentamos juntos na varanda, Alexander falou.

Muito.

Falou sobre como devíamos cuidar de Dominic. Falou sobre sua felicidade como marido e pai. Falou tanto que, se eu tentasse encontrar uma lógica nos tópicos, falharia miseravelmente. Mas o que me prendeu mesmo foi quando ele afagou meu cabelo e disse, com um tom caloroso:

— Você me deu tanta felicidade, Charlotte. Mais do que eu achei que fosse capaz de sentir. Sempre rezei por isso. Acho que minhas orações foram ouvidas… é por isso que meu coração sempre me levou até você.

Eu respirei fundo, absorvendo aquelas palavras.

— Quando fala assim, me faz acreditar que fui uma boa esposa para você. Mas, na maior parte do tempo, eu realmente não fui.

Ele balançou a cabeça, inclinando-se para beijar minha bochecha antes de sussurrar:

— Eu não poderia desejar uma esposa melhor.

E Alexander Speredo… Ainda está apaixonado por mim.

De um jeito que nunca entenderei. Por um motivo que jamais saberei. Do jeito que sou, com tudo o que ele é, ele me ama. Ele ainda me olha como se eu fosse a mulher mais bonita do mundo, mesmo quando estou pálida e anêmica, exausta e sem maquiagem. Ainda me deseja, mesmo quando minhas olheiras estão gritando por socorro e minha pele está castigada por noites sem dormir.

Na varanda, sozinho comigo, ele se aproximou devagar, como se estivesse prestes a me beijar pela primeira vez. Seus olhos se fixaram nos meus, e eu vi ali um calor inconfundível, um desejo intenso, um amor sem explicação.

Ele engoliu em seco antes de sussurrar:

— Eu te amo.

Então, seus lábios encontraram os meus, tomados por uma urgência que me fez esquecer de tudo. Ele me carregou de volta para o quarto sem interromper os beijos, sua boca explorando cada centímetro da minha pele com a fome de quem não se saciava nunca.

Quando me deitou na cama, se afastou apenas o suficiente para me encarar. Seu peito subia e descia com a respiração acelerada, e em seus olhos havia algo que sempre me desconcertava — como se eu fosse sua própria religião.

E então ele sorriu.

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