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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 161

Minha cirurgia foi… um borrão.

Havia uma equipe de cirurgiões ao meu redor, e tudo o que eu conseguia ouvir era a promessa repetida de que fariam o melhor para salvar a mim e ao bebê. E, se possível, também salvar meu útero.

E então Dominic nasceu. E ele chorou.

O som mais lindo e impossível que já ouvi na vida. Porque, por meses, me disseram que isso não aconteceria.

E, ainda assim, aconteceu. Eu chorei. Eu chorei tanto que nem conseguia me controlar. Quando me levaram para a UTI para me recuperar, continuei chorando sem motivo aparente.

Alexander, minha família, os médicos… todos tentaram entender por que eu estava reagindo daquele jeito. Mas ninguém precisou de explicações quando foram autorizados a ver Dominic pela primeira vez.

O corredor do hospital ficou cheio de gente chorando. Porque ele era minúsculo. Tão pequeno que até o menor tamanho de fralda parecia grande demais para ele. No início, achei que meu julgamento estava distorcido, já que não via bebês com tanta frequência. Então, perguntei à enfermeira:

— Comparado com outros bebês… o meu é muito pequeno?

Ela foi honesta:

— Sim, ele é bem menor do que a média.

Fuzilei Alexander com o olhar. Mentiroso. Ele disse que verificou os outros bebês e que Dominic era quase do mesmo tamanho. Completamente impassível, ele pigarreou e disse:

— Em algumas semanas, ele vai alcançar os outros. O importante é que ele esteja vivo. Não seja gananciosa.

Se eu pudesse me mexer, teria jogado alguma coisa nele.

Dominic precisou ficar na incubadora por um longo tempo. Nós mal podíamos segurá-lo. Tudo o que nos restava era observá-lo através do vidro. Ele era tão frágil que não conseguia nem mamar. Mas, aos poucos… ele estava crescendo.

E então, na segunda semana, o pânico voltou. Seu estado piorou de forma inesperada, e, mais uma vez, os médicos nos disseram que ele dificilmente sobreviveria. Mas Dominic era filho de Alexander Speredo. E, como o pai, parecia ter um pacto com o impossível.

Ele sobreviveu. E eu me recusei a sair do hospital. Mesmo depois de receber alta, não consegui me afastar dele.

Alexander tentou argumentar, claro.

— Charlotte, você precisa descansar.

— Meu filho está aqui. Eu também vou ficar.

Ele suspirou.

— Mesmo que fique, não poderá estar ao lado dele o tempo todo. Você precisa se recuperar, se fortalecer. Eu posso providenciar um lugar próximo para ficarmos, mas você não pode continuar no hospital.

Quando viu que eu não cederia, tentou outra tática. Se aproximou lentamente, segurou meu rosto e sussurrou:

— Você não sente pena de mim? Nas últimas semanas, dormi sozinho, sem você, mesmo sabendo que já poderia ter saído do hospital. Você não sente minha falta?

Eu o encarei, impassível.

— Se está se sentindo tão sozinho, vá procurar uma segunda esposa para te fazer companhia. Eu vou ficar com o meu filho.

Alexander estreitou os olhos, mas não parecia nem um pouco ofendido. E foi assim que, naquela noite, fui obrigada a voltar para casa. Porque um certo alguém simplesmente se recusou a pagar a conta exorbitante do hospital e disse que, se eu quisesse continuar ali, deveria encontrar um segundo marido para me bancar.

***

161. O pequeno príncipe chegou em casa 1

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