Ele estava claramente sendo irracional.
Mesmo tendo dado a casa para ela, como ele poderia se preocupar com uma cama?
Nicole se sentia resignada. O homem que havia gritado que iria embora era o mesmo que agora queria ficar, e isso se tornava cada vez mais infantil.
Eles estavam colados um ao outro, o calor do corpo dele se transmitindo para ela.
Nicole ficou em silêncio por alguns segundos, um lampejo de emoção complexa cruzando seus olhos:
— A Srta. Carolina ela...
— Isso não é da sua conta!
Davi interrompeu ela friamente, antes que ela pudesse terminar.
Que mulher expulsaria seu próprio homem para fora?
Somente ela faria algo assim!
Merda!
Ele tinha voltado por conta própria, ainda por cima carregando toda essa raiva!
Davi realmente desejava estrangular essa mulher ingrata, para que ela parasse de irritá-lo todos os dias, mas, ao ver o hematoma na testa dela, se conteve.
Se não fosse por ele, ela não teria sido sequestrada por Vasco. Afinal, ele a havia arrastado para essa situação.
Davi, com o rosto tomado pela fúria, lançou a ela um olhar gelado, se virou de lado e desligou o interruptor ao lado da cama, dizendo irritado:
— Não se preocupe! Se disser mais uma palavra, vou te jogar para fora da minha cama!
Embora tenha dito isso, seus braços em torno dela se apertaram ainda mais, suas longas pernas entrelaçando as de Nicole como se fossem tentáculos envolvendo a ela.
Ele não queria ouvir ela tentando persuadi-lo a voltar ao hospital com conversas inúteis.
Davi havia passado a noite anterior no hospital de Carolina, só conseguindo dormir perto do amanhecer.
Não era porque o sofá era desconfortável que ele não conseguia dormir, ele já havia enfrentado ambientes muito piores. Era porque Nicole não estava ao seu lado, ele estava preocupado com ela e sentindo sua falta, então não conseguia dormir.
Agora, deitado na cama e abraçando Nicole, o sono chegou rapidamente.
O quarto escureceu.

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