A voz suave e sonolenta dela fez a manhã se animar.
Nicole esfregou o rosto no travesseiro, não despertou e voltou a cair num sono profundo.
Davi, observando sua preguiça, se riu irritado.
Nicole, sem coração, que o atraía tão intensamente, por que não se responsabilizava por resolver isso?
Davi estava prestes a acordar Nicole quando seu celular tocou de repente.
Ele pegou o telefone com impaciência, franziu a testa ao ver o número, lançou outro olhar para Nicole, ainda dormindo, e saiu da cama, se dirigindo à porta com um semblante fechado.
— O que é?
Ele deixou o quarto, atendeu o telefone com uma expressão fria e começou a descer as escadas.
— Davi, meus pais estão perguntando por você, venha logo, hoje minha família também vem me visitar.
Carolina provavelmente estava no banheiro fazendo a ligação, sua voz era baixa e sussurrada.
A resposta fria de Davi não demonstrava nenhum calor:
— Hoje preciso ficar em casa com ela, não tenho tempo para ir ao hospital.
— Como vou explicar isso a eles se você não vier?
— Pense numa desculpa você mesma. Você ainda precisa que eu te ensine isso?
Percebendo que ele realmente não pretendia ir ao hospital, Carolina adotou um tom mais sério:
— Davi, tínhamos um acordo, por favor, seja profissional! Eu sei que você se preocupa com Nic, mas pelo menos finja por esses dois dias!
Davi, com o rosto inexpressivo, descia a escada em caracol, pronto para responder, quando de repente avistou um homem sentado no restaurante. Seus olhos se estreitaram e seu olhar se gelou.
— Davi, você está me ouvindo? Hoje você...
Enquanto Carolina ainda falava, Davi desligou o telefone.
Ele caminhou rapidamente em direção ao restaurante, exalando uma aura intensa de raiva, e encarou fixamente Vasco, que estava sentado à mesa.
Vasco, vestindo roupas casuais escuras, segurava um garfo e uma faca, à sua frente um café da manhã e uma garrafa de vinho tinto aberta, comendo com elegância e lentidão.
Seu rosto exibia uma expressão relaxada e contente, como se estivesse em um restaurante.

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